As informações reveladas pelo Procurador Geral de Marselha, Brice Robin, e pelo New York Times ajudam à reconstituição dos últimos trinta minutos do voo da lowcost Germanwings. Nos primeiros vinte minutos, o comandante Patrick Sonderheimer e o copiloto Andreas Lubitz falavam normalmente, tal como se faz em qualquer voo. Mas é quando Patrick sai do cockpit que a ação se desenrola.

A conversa entre os dois pilotos desenvolveu-se de forma "normal" mas, quando Sonderheimer começa a falar da aterragem em Dusseldorf, as respostas por parte de Andreas são feitas em curtas palavras. Depois disso, o comandante abandona a cabine do avião e diz ao copiloto: "Deixo-te ao comando do avião". Neste momento, os registos áudio revelam uma cadeira a arrastar-se e a porta a fechar-se. E é assim que Andreas Lubitz fica sozinho no cockpit, iniciando "deliberadamente" a perda de altitude do avião. Aqui, o avião inicia a queda que se desenrola em 1000 metros por minuto. Depois disto, nada mais se ouve a não ser a respiração de Andreas.

É então que se ouve alguém a bater à porta. Sabe-se que se tratava de Patrick Sonderheimer, pois este identifica-se. As teorias de que Andreas Lubitz podia estar inconsciente estão imediatamente colocadas de parte. Apesar do copiloto não responder, continua a "respirar normalmente". O controlador aéreo de Marselha tenta, a todo o custo, saber o que se passa, contudo não obtém resposta. Nisto o comandante bate cada vez com mais força e tenta derrubar a porta, contudo, não tem sucesso. Ouve-se o alarme do Airbus a anunciar que se aproximam de terra, mas Andreas Lubitz não reage e continua a respirar normalmente.

Se, até aqui, os passageiros permaneciam calmos, essa situação mudou nos últimos segundos. Andreas continuava "sereno", mas ouviam-se gritos de todos os que estavam a bordo do Airbus A320. E é neste momento que o avião se despenha contra os Alpes franceses a uma velocidade de 700 km/hora.

Os relatos têm chocado o mundo, uma vez que não se sabe a razão que motivou Andreas Lubitz a fazer algo com esta dimensão. Com ele, levou cerca de 150 pessoas até à morte. O caso deixou a Lufthansa incrédula pois, segundo o presidente da companhia, Andreas passou, com sucesso, por todo o tipo de testes que o levaram a entrar na companhia aérea.