Quem não teria pena de uma senhora de 63 anos, voluntária num lar de Nova Jérsia (EUA), que foi abandonada pelo marido, que fugiu com uma rapariga mais nova para parte incerta? O abandono de uma senhora distinta e de respeito chocou a comunidade. Loretta Burroughs enganou toda a gente, menos o cunhado, irmão do marido. Raymond Wantorck sempre afirmou que o irmão nunca fugiria sem dizer nada, sem deixar uma satisfação à família.

De nada valeram as reclamações e as desconfianças. Loretta conseguiu divorciar-se do marido foragido, conseguiu ficar com todos os bens do casal e sempre fingiu estar afectada com a traição, que diz ter acontecido em 2007.

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E digo fingiu porque nada disto é verdade. No ano de 2013, motivados pela insistência do cunhado, a polícia bateu à porta de Loretta e pediu para revistar a casa. Apesar de ter ficado sem reação, não pôde negar a investigação que revelou um #Crime macabro: Loretta matou a marido, cortou-o em pedaços e guardou-os em sacos de plástico.

Manteve a cabeça do marido dentro da carteira

O Tribunal deu como provado que, com a ajuda de uma faca e de uma serra, Loretta matou e esquartejou o marido. Como tinha o hábito de mudar de casa, transportava os pedaços em caixas e andava com eles de um lado para o outro. Como prova de que tudo foi premeditado, a polícia descobriu que junto ao cadáver esquartejado havia ambientadores e perfumes, de forma a evitar o mau cheiro e assim levantar suspeitas.

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E esse foi o erro. Através da análise aos ossos foi possível perceber que se tratava do marido que afinal não fugiu. Mas a parte mais horrível foi mesmo quando a polícia descobriu a cabeça do homem dentro da carteira da mulher.

Motivos financeiros terão estado na origem do crime que ainda está sob a análise do Tribunal. A pena perpétua encaixa na moldura penal mas só a 22 de Abril é que será dado o veredicto. Entretanto o irmão da vítima disse que o excesso de confiança de Loretta foi essencial para se descobrir a mentira e que o irmão, mesmo morto, ajudou a resolver o próprio caso.