Dois agentes da polícia de Ferguson, no estado do Missouri, foram baleados na madrugada desta quinta-feira, durante uma manifestação à porta da esquadra da cidade norte-americana. Com 32 e 41 anos, os agentes foram feridos na cara e no ombro, respetivamente. Em conferência de imprensa, Jon Belmar, chefe da polícia do condado de St. Louis, afirmou que os dois homens da força policial foram atingidos deliberadamente por alguém que desapareceu na multidão. "Estes agentes da polícia estavam ali e foram baleados só por serem agentes da polícia", declarou.

Ainda de acordo com Jon Belmar, os protestos foram bastante calmos até por volta da meia-noite, levando alguns agentes a deixar a área, quando foram disparados três tiros.

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Os dois agentes feridos estão vivos e conscientes, "embora tenham feridas bastantes sérias", acrescenta o chefe da polícia. Mas se a versão oficial considera que os tiros vieram de alguém que estava na multidão, os manifestantes contam outra versão, dizendo que os tiros vieram de uma colina próxima.

Na origem do regresso dos protestos a Ferguson está a demissão de Thomas Jackson, chefe da polícia local, depois de ser conhecido um relatório de departamento da Justiça dos Estados Unidos da América (EUA) que denuncia práticas racistas por parte da polícia da cidade situada no estado do Missouri. De acordo com o relatório, divulgado na semana passada, a polícia de Ferguson pratica atos discriminatórios contra as minorias da cidade. Jon Belmar não foi a única vítima deste documento. Também o juiz do município e o administrador de Ferguson pediram a demissão.

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Ferguson conseguiu atenção mediática nacional e internacional em Agosto de 2014, depois de um agente da polícia balear e matar Michael Brown, um adolescente afro-americano e que estaria desarmado. O incidente provocou uma onde de protestos na cidade e um pouco por todos os EUA, alguns dos quais com proporções violentas. Relançou, ainda, a questão do racismo no país, nomeadamente entre as forças policiais.