No evento desta quinta-feira, organizado pelo Conselho Coreano de Reconciliação e Cooperação, o embaixador dos Estados Unidos iria discursar. O diplomata estava em Seul, na Coreia do Sul, quando um sul-coreano se insurgiu aos gritos contra a presença militar americana naquele país. O homem defendeu ainda a reunificação com a Coreia do Norte, segundo avança a edição online do Público. O sul-coreano que atacou o diplomata já foi identificado, chama-se Kim Ki-jong, tem 55 anos, e atacou Mark Lippert com uma faca, acabando por lhe provocar golpes profundos na cara, mãos e braço esquerdo.

No entanto, e apesar de o corte na cara ter 11 centímetros de comprimento, três de profundidade e ter sido tratado com 80 pontos, o embaixador está livre de perigo, ficando obrigado a permanecer no Hospital Severance, na zona ocidental de Seul, por três ou quatro dias. Mark Lippert tem 42 anos, e foi nomeado para o cargo de embaixador dos Estados Unidos em Seul, em outubro do ano passado. A sua intenção era, como expressou várias vezes, alcançar uma relação de maior proximidade entre norte-americanos e sul-coreanos.

Desconhece-se a forma que o atacante arranjou para entrar no evento, mas sabe-se que a embaixada norte-americana não pediu um reforço da segurança para o evento. Kim Ki-jong também foi transportado para o hospital, por ter partido um tornozelo no confronto com a polícia e seguranças. O sul-coreano manifestou-se contra os exercícios militares entre a América do Norte e a Coreia do Sul, que tiveram início na segunda-feira. O homem manifestou ainda a vontade de ver Coreia do Norte e Coreia do Sul unidas novamente.

Esta não foi a primeira vez que o sul-coreano apareceu em ações violentas. Em 2007 tentou imolar-se pelo fogo junto ao edifício da presidência daquele país, exigindo na altura que as autoridades investigassem uma alegada violação no seu local de trabalho. Já em 2010 atirou pedras ao embaixador japonês na altura, Toshinori Shigei, tendo sido condenado a dois anos de prisão, mas com pena suspensa. No ano seguinte, 2011, quis homenagear o ex-líder da Coreia no Norte, Kim Jong-il com um monumento em Seul. Entre 2006 e 2007 terá visitado aquele país seis vezes.

As relações entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos têm se prolongado desde 1948, altura em que os norte-americanos ajudaram a estabelecer o capitalismo naquele país e lutaram lado a lado na Guerra da Coreia. Nos 40 anos seguintes a Coreia do Sul sofreu um grande crescimento económico, político e militar, reduzindo, ao mesmo tempo, a sua dependência dos Estados Unidos da América.
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