Quase 400 anos depois da sua morte, os restos mortais do escritor espanhol Miguel de Cervantes foram encontrados, após exaustivas e longas buscas. Miguel de Cervantes, autor da obra Don Quixote de la Mancha, morreu na pobreza, a 22 de Abril de 1616, apesar de ter sido o criador de um dos marcos históricos da literatura ocidental. Uma equipa de antropólogos forenses iniciou a busca pelos seus restos mortais, há mais de um ano, e agora afirmam acreditar terem encontrado o corpo do famoso escritor numa cripta, num convento em Madrid.

Os investigadores utilizaram câmaras de infravermelhos, scanners 3D e radares de penetração no solo para examinar 33 urnas no Convento das Trinitárias Descalças, em Madrid, onde, supostamente, Cervantes faleceu há quase quatro séculos.

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O antropólogo forense Francisco Etxebarria afirmou ter identificado "alguns fragmentos" do corpo do autor, que morreu uma semana após o seu contemporâneo inglês, William Shakespeare. A equipa tem realizado uma preliminar e profunda pesquisa documental sobre a vida de Cervantes, mas ainda não conseguiu completar os exames genéticos aos restos mortais descobertos.

Os cientistas responsáveis pelas pesquisas afirmaram que os ossos encontrados estão em muito mau estado. Os fragmentos dos ossos estão misturados com, pelo menos, outros 15 corpos, num ossário na cripta do convento. Estes restos são difíceis de isolar, identificar e agrupar, o que alimenta o mistério em torno do paradeiro do corpo de um dos maiores autores da história mundial.

"É compreensível que as pessoas imaginem um esqueleto completo, mas fragmentos de ossos é o máximo que vamos encontrar", afirmou Fernando Prado, o historiador que deu origem ao projecto de busca de Cervantes.

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"Estamos confiantes de que os restos mortais de Miguel de Cervantes estão entre os encontrados na cripta da igreja".

Nascido perto de Madrid, em 1547, Miguel de Cervantes foi apelidado de pai do romance moderno, graças à sua obra sobre Don Quixote de la Mancha, publicado em duas partes, em 1605 e 1615. #História