No meio da tragédia houve vidas que hoje se salvaram. Foi o caso da equipa de futebol da terceira divisão sueca, o Dalkurd FF da cidade de Borlänge. Com viagem marcada desde Barcelona para a Alemanha para depois apanhar o voo de ligação para o sul da Suécia, uma mudança de planos de última hora cancelou a ida no Airbus A320 que mais tarde acabou por se despenhar nos Alpes franceses. Quando o desastre, que matou todos os 150 passageiros, aconteceu, parte dos jogadores escandinavos ainda estava no aeroporto de El Prat.

O caso assume contornos ainda mais impressionantes pelo facto da equipa viajar em voos separados. Com bilhetes para quatro voos, todos com saída praticamente à mesma hora, e que sobrevoariam os Alpes franceses, curiosamente aquele avião que acabou por se despenhar foi exactamente o que os jogadores da equipa sueca pediram para mudar.

Publicidade
Publicidade

Segundo noticia o jornal L'Equipe, a comitiva sueca que iria no A320 considerou que a espera em Dusseldorf seria demasiado longa, o que motivou a alteração dos planos, mudando as passagens para um outro voo, mas com destino a Munique. Numa escolha que se destinava a encurtar o tempo de viagem entre Espanha e a Suécia, acabou por ser a salvação para parte da comitiva do Dalkurd FF.

Numa equipa em que grande parte dos jogadores é de origem curda, muitos foram os familiares que naturalmente ao terem contacto com a fatídica notícia da queda do A320 da Germanwings, e que vitimou todos os seus ocupantes - 144 passageiros e 6 tripulantes - tentaram saber informações sobre os seus entre queridos que afinal não tinham embarcado. Pouco tempo depois do sucedido, Adil Kizil, director desportivo do clube, apressou-se a esclarecer o que estava a acontecer: "A todos os que nos têm tentado contactar nas últimas horas, estejam descansados, estamos todos bem.

Publicidade

Havia quatro aviões que iam sair à mesma hora e que passariam pelos Alpes franceses. Em todos os quatro voos iriam jogadores nossos, felizmente o que caiu foi exactamente aquele em que não embarcámos. Tivemos realmente muita sorte", disse em declarações a um diário gaulês.

Numa mudança que teve por objectivo "encurtar" o tempo entre Barcelona e a pequena cidade de Borlänge, parte do plantel do Dalkurd FF acabou por fugir da morte, fugindo também ao leque de episódios que vitimaram ao longo da história várias equipas de futebol, tal como foram os casos do Torino em 1949, do Manchester United em 1958, entre outros.