Várias foram as ameaças emitidas pelo Estado Islâmico ao Sumo Pontífice da Igreja católica. Papa Francisco admitiu mesmo a possibilidade de vir a ser assassinado, uma vez que prevê que o seu pontificado seja breve. Pela primeira vez, o embaixador do Vaticano nas Nações Unidas aprovou que seja utilizada a força contra o Estado Islâmico. Caso as negociações falharem, será mesmo necessário o uso de acções militares para proteger católicos e outras minorias.

No segundo aniversário do seu pontificado, Papa Francisco admitiu que tem a sensação de que foi escolhido para uma missão breve, e não estará, assim, muitos anos à frente da Igreja católica.

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O papa argentino, vítima de várias ameaças por parte dos jihadistas, pede a Deus para que se algo lhe acontecer, não doer muito, pois é "um verdadeiro medricas no que toca à dor física". Segundo várias fontes, na deslocação do Papa às Filipinas, houve um plano para assassinar Francisco, tendo este sido impedido pelos militares. O Vaticano nega essas afirmações.

Perante as ofensivas levadas a cabo pelo autoproclamado Estado Islâmico, foi tomada uma decisão inédita pelo Vaticano. Para Silvano Tomasi - embaixador do Vaticano nas Nações Unidas - será necessária uma acção militar contra o Estado Islâmico. O uso da força nos dois países controlados pelo Estado Islâmico é essencial para proteger cristãos e outros grupos em minoria na zona, uma vez que um acordo pacífico parece estar fora de questão.

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Esta é uma afirmação bastante invulgar no Vaticano, uma vez que este sempre se opõe ao uso da força.

Tomasi afirmou ainda que era necessária uma coligação bem planeada, para que tudo possa ser feito para alcançar um acordo e uma decisão política sem ser necessário recorrer à violência. Porém, se essa missão pacifista falhar, o uso da força será necessário para deter o grupo extremista e proteger as minorias religiosas. Silvano Tomasi sublinha ainda que, embora os cristãos sejam um alvo especial para o Estado Islâmico, neste momento, pretende-se ajudá-los sem excluir as outras minorias religiosas existentes, como é o caso dos xiitas, sunitas, alauitas e yazidis que necessitam de protecção. #Religião #Terrorismo