O Twitter tem vindo a fechar várias contas associadas ao autoproclamado Estado Islâmico e a resposta não se fez esperar. Uma mensagem, cuja autoria é atribuída ao grupo extremista, apela aos jihadistas de todo o mundo para assassinar os funcionários do Twitter, e o co-fundador da rede, Jack Dorsey. A mensagem, publicada no site JustPaste.it, está acompanhada por uma imagem onde aparece uma fotografia de Dorsey, com uma mira de arma apontada à sua cabeça. Os responsáveis pela rede social estão a tentar verificar a veracidade das ameaças juntamente com as autoridades.

A mensagem publicada no site de partilha de imagens contém uma comunicação escrita em árabe, tem o logótipo do Estado Islâmico e não está assinada.

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Nela é possível ler-se as ameaças contra os funcionários do Twitter. A mensagem, supostamente enviada por membros do Estado Islâmico, avisa que a guerra virtual que o Twitter começou por fazer contra ao grupo, quando começou a fechar as suas contas, irá desencadear uma guerra real, dos membros do grupo extremista contra os funcionários da rede social de microblogging.

A mensagem diz ainda que a guerra que eles travavam, muitas vezes divulgada em contas de Twitter dos seus apoiantes, nunca foi para atingir ninguém relacionado com a rede social. Mas essa guerra passou a ser também contra eles a partir do momento em que as suas contas foram fechadas.

As autoridades já estão a investigar a veracidade das ameaças e a autoria das mesmas. O site americano SITE Intelligence, conhecido por monitorizar as publicações do grupo extremista, afirma que a publicação foi feita pelo grupo Al-Nusra Al-Maqdisiya, um grupo simpatizante do Estado Islâmico.

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As políticas do Twitter, assim como as de outras redes sociais, proíbem ameaças de violência. Por esse motivo, e à semelhança do que acontece no Facebook e YouTube, muitas das contas de extremistas foram fechadas, como é o caso do grupo Boko Haram. Também os Estados Unidos e a União Europeia têm feito pressão para que diversos sites apaguem mensagens divulgadas por estes grupos. #Terrorismo