Um simpatizante do Estado Islâmico divulgou, na sua conta de Twitter, a morte de um português que estava entre os líderes do grupo extremista. O português - que tinha como nome de guerra Abu Juwairiya al-Portughali - terá morrido na Síria, durante um ataque suicida. As autoridades portuguesas ainda não confirmaram a veracidade da notícia. A confirmar-se estas informações torna-se o quarto português a morrer pelo Estado Islâmico.

A morte do português ao serviço do Estado Islâmico foi anunciada no Twitter do jornalista, Elijah J. Magnier. Segundo a mesma fonte, a informação foi confirmada por um jihadista que esteve detido juntamente com "O Português" - como era conhecido - na Turquia.

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Abu Juwairiya al-Portughali terá sido libertado, numa troca de prisioneiros. A troca aconteceu em Setembro e permitiu o resgate de 50 funcionários do consulado da Turquia. A acção levou a que cerca de 180 jihadistas fossem libertados, entre eles o jihadista português, cuja morte foi hoje anunciada. O Português, a quem foi dado o título de comandante, era temido até na prisão. Segundo o jornalista, em declarações à Sábado, os outros prisioneiros não fumavam à sua frente por ser proibido pela religião. Além de acusar os guardas turcos de apóstatas por não rezarem.

Após a libertação, Abu Juwairiya al-Portughali terá ficado sob o comando do luso-descendente Michael dos Santos, também conhecido como Abou Uthman. Uthman foi identificado em vários vídeos ao lado de outros jihadistas, entre os quais o que ficou conhecido como Jihadi John.

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As informações das causas da morte e do local onde aconteceu ainda não foram confirmadas. Porém a Renascença avança que o português morreu num ataque suicida, em Kobani - uma cidade que se situa junto à fronteira com a Turquia - na Síria. As autoridades portuguesas não teriam conhecimento da sua presença na Síria, nem da sua detenção na Turquia. Após a notícia da sua morte, começaram a tentar descobrir a sua identidade. O facto de Portugal não ter embaixada na Síria dificulta a recolha de informação sobre estes casos.

Esta é, supostamente, a quarta morte de um português ao serviço do Estado Islâmico. Nenhuma das quatro mortes anunciadas foi, porém, confirmada pelas autoridades, assim como nenhum dos corpos foi encontrado. Desconfia-se que estas mortes tenham sido forjadas para que os membros do Estado Islâmico possam regressar mais facilmente à Europa. #Terrorismo