Um grupo leal ao Estado Islâmico lançou a sua própria versão do Facebook na semana passada, mas nesta segunda-feira, dia 9, o site tinha já sido fechado para proteger a privacidade dos seus membros. O nome da rede social, 5elafabook.com, vem da palavra califado, que em árabe se escreve khilafa. As letras kh representam também o número 5 em árabe. Um representante deste projecto disse ao Al-Arabiya que o site não está afiliado ao Estado Islâmico mas que é leal ao califado.

A rede social está traduzida em sete línguas, incluindo o português (inglês, espanhol, holandês, turco, indonésio e javanês são as restantes). Curiosamente, não está disponível em árabe.

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O site Vocativ, especializado em notícias sobre tecnologia, diz que o domínio 5elafabook.com está registado em GoDaddy.com e está ligado ao nome de Abu Musab, em Mossul, no Iraque. O site parece-se claramente com o Facebook e pode ter sido criado como alternativa ao Twitter, que lançou uma dura ofensiva contra a organização terrorista e fechou milhares de contas associadas aos jihadistas nas últimas semanas, o que resultou em ameaças de morte contra um dos fundadores e outros funcionários da empresa. Um relatório da Brookings Institution estima que existam pelo menos 46 mil contas de Twitter criadas e usadas pelos apoiantes do Estado Islâmico.

Entretanto, o 5elafabook.com deixou de aceitar novos membros. Desde a tarde de segunda-feira que a página inicial está preenchida com uma mensagem que anuncia o fecho temporário do site.

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"Que a paz, a misericórdia e a bênção de Alá estejam convosco", começa por dizer o texto. "O 5elafabook anuncia um fecho temporário para proteger a informação e detalhes dos seus membros e a sua segurança. O 5elefabook é um site independente e não é patrocinado pelo Estado Islâmico. Reiteramos que a intenção de lançar o site era a de clarificar a todo o mundo que não nos limitamos a carregar armas e viver em cavernas, como eles imaginam. Não vivemos para matar e para derramar sangue, como a imprensa nos retrata. Lutamos contra os inimigos da religião de Alá, pelo Islão e por um estilo de vida que Alá imaginava para os seus seguidores", continua.

"Avançamos com o nosso mundo e queremos que o progresso se torne islâmico. Governamos o califado com o Corão e vamos governar todo o mundo, com a permissão de Alá. Temos uma visão universal na qual os Muçulmanos vivem em paz sob a bandeira do Islão e as leis da Sharia. Gostamos de morrer tanto quanto vocês gostam de viver e prometemos lutar até ao último de nós. Se morrermos, o martírio é o nosso caminho e a gerações que se seguem vão lutar até à vitória ou ao martírio", conclui a mensagem. #Terrorismo