O autoproclamado Estado Islâmico divulgou esta segunda-feira, dia 2 de Março, mais um vídeo de execuções. As vítimas foram quatro membros de uma tribo sunita. O grupo radical extremista acusou-os de colaborarem com o Governo e os quatro sunitas foram executados em Tikrit, local onde está a decorrer uma ofensiva por parte do Iraque para recuperar território. O vídeo foi hoje divulgado em várias contas de simpatizantes com o Estado Islâmico, na rede social Twitter.

As quatro pessoas que aparecem são descritas pelos membros do grupo radical extremista, como sendo integrantes de uma tribo. A tribo tinha o mesmo nome de uma vila da cidade de Tikrit.

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Antes da execução dos quatro homens, aparecia a imagem de um cartaz com o aviso de que aquele vídeo era sobre a execução de membros de uma célula anti-jihadista. Depois disso, as imagens que se seguiram eram de um homem com a cara tapada, como sempre acontece nestes vídeos, a balear os quatro homens com um tiro na cabeça.

As forças iraquianas deram hoje início a uma ofensiva militar que conta com cerca de 30 mil homens e tem como objectivo reconquistar a cidade de Tikrit, que está sob o domínio das forças jihadistas. Esta ofensiva contra os radicais conta com a participação de diversas milícias xiitas e sunitas e conta, ainda, com o apoio do Irão. Pretende-se, numa primeira fase, retomar Tikrit das mãos dos jihadistas, mas o objectivo principal é chegar à cidade de Mossul. Em Tikrit, a 160 quilómetros de Bagdag, está instalada a base militar de Speicher.

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A base é conhecida por ser o local onde os jihadistas massacraram cerca de 1700 jovens xiitas, quando conquistaram a cidade. Alguns xiitas acreditam que o grupo extremista possa estar a ser ajudado por sunitas.

O Estado Islâmico controla a cidade de Tirik e tem vindo a conquistar terreno no Iraque, onde impõe a sua lei e onde multiplica as atrocidades. Algo que acontece não só no Iraque, mas também do outro lado da fronteira, na Síria. Esta é a primeira grande ofensiva militar levada a cabo pelo Iraque contra os radicais que dominam várias regiões do país. A ofensiva conta com o apoio declarado do Irão. #Terrorismo