Depois de Mosul, Hatra e Nimrud, o Estado Islâmico destruiu mais uma cidade arqueológica no Iraque. A milenar cidade de Dur Sharrukin – que é hoje conhecida como Jorsabad - foi a capital da Assíria durante parte do reinado de Sargão II no século VII a.C.. Os jihadistas terão usado escavadoras para destruir o sítio arqueológico e roubaram vários artefactos. O ministro de Turismo e Antiguidades do Iraque culpa a falta de resposta internacional.

Desde Fevereiro que os membros do autoproclamado Estado Islâmico iniciaram uma onde de destruição do património iraquiano. Esta é a quarta cidade, da província de Nínive, a ser destruída e saqueada pelos jihadistas.

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Um dos vestígios mais importantes, ontem destruído, é o palácio do filho de Sargão II, o rei assírio Senaquerib, segundo a Comissão de Turismo e Antiguidades da zona. Uma fonte da segurança prestou declarações afirmando que o grupo também destruiu o palácio do rei Sargão II, bem como vários edifícios nas imediações do mesmo e ainda uma série de templos.

As autoridades iraquiana sentem-se impotentes, não conseguindo travar a onde da destruição cultural da qual o país tem sido vítima e por isso apela à coligação internacional. O ministro de Turismo e Antiguidades do Iraque, Adil Shashab, afirmou que esta onda de destruição por parte do autoproclamado Estado Islâmico, se deve, em parte, à falta de resposta internacional aos grupos terroristas. O ministro apelou ainda, mais uma vez, à ONU.

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Considera-se necessária uma reunião extraordinária por parte deste órgão, para que sejam discutidos os últimos acontecimentos no Iraque, bem como as medidas a tomar em relação a esse assunto.

O Estado Islâmico destruiu, na semana passada, a cidade de Hatra, que estava classificada como Património da Humanidade pela UNESCO. Nessa mesma semana também a cidade de Nimrud foi vítima desta onda de destruição jihadista. Na semana anterior, tinha sido o Museu Civilização de Mossul a ser saqueado e destruído. Todas estas cidades se localizam na província de Nínive, que perde assim grande parte do seu espólio e riqueza cultural. #Terrorismo