O movimento radical Estado Islâmico (EI) degolou esta segunda-feira, dia 9, quatro jovens, entre os 20 e os 30 anos, por serem homossexuais, o que é proibido pelo EI. Segundo relatou uma testemunha, funcionário na administração local, à agência EFE, o grupo de radicais convocou toda a população do bairro de Al Rashidia para a praça central. O objetivo era que todos assistissem à morte dos jovens. Em janeiro deste ano, também em Mossul, foram executados outros quatro jovens, também homossexuais.

A violência do movimento extremista já ditou a morte de milhares de pessoas. O grupo procura mostrar a autoridade através do terror e as execuções em público são uma prática comum. Desde junho do ano passado que o auto proclamado Estado Islâmico anunciou a existência do califado no norte do Iraque e na Síria, impondo as suas regras. Recentemente, o grupo radical da Nigéria Boko Haram anunciou a sua união e fidelidade ao EI, o que está a levantar uma onda de preocupação ainda maior na comunidade internacional.

A onda de violência e morte preocupa o mundo. O facto do EI estar a recrutar jovens de todas as nações, como é o caso de Portugal, já levou as autoridades a alterarem legislação e aumentarem a vigilância e o combate ao #Terrorismo. Histórias dramáticas têm sido tornadas públicas. Agora o governo da Austrália acredita ter impedido dois jovens de 16 e 17 anos, de se juntarem ao grupo. Os adolescentes estavam no aeroporto de Sydney e preparavam-se para embarcar para o Médio Oriente, quando foram abordados pelas autoridades. Os pais mostraram-se muito surpresos explicando que nunca tinha desconfiado.

As redes sociais são o principal veículo utilizado pelos radicais para o recrutamento destes jovens para combaterem em nome do EI na Síria e no Iraque. Vários têm sido os atentados cometidos pelos radicais. Em nome da religião, executam quem vai contra às crenças, estão a destruir património histórico e arquitectónico. Executam residentes das zonas por onde passam e estrangeiros, numa demonstração de força que pretende revelar que não têm medo dos seus opositores.