Uma semana depois da divulgação das terríveis imagens de destruição de esculturas em Mossul, chegou a notícia de que os jihadistas arrastaram com bulldozers um outro tesouro arqueológico. O local escolhido foi Nimrod, uma cidade da Síria fundada no século XXIII a.c., que fica situada nas margens do rio Tigre, a trinta quilómetros Mossul. A denúncia foi feita pelo governo iraquiano e confirmada pela UNESCO, que qualificou o ato como crime de guerra. Mais mais tarde, o mundo soube que a cidade milenar Dur Sharrukin também foi atingida.

Assistiu-se, pelo menos durante quatro dias consecutivos, ao cerco a Tikrit, a terra natal de Saddam Hussein, agora um dos bastiões do Estado Islâmico.

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O Grupo Islâmico (EI) está empenhado na operação de trinta mil soldados e milícias xiitas. Após a tomada de diversas localidades, os oficiais iraquianos mostram-se confiantes no êxito da operação, apesar das manobras dos jihadistas para retardar o avanço.

Ali Omran, pertencente ao exército do Iraque, relatou que o inimigo incendiou poços de petróleo, o que provocou enormes nuvens de fumo negro que diminuem a capacidade de visão das tropas iraquianas. Contudo revela que, apesar de todas estas dificuldades, o exército está motivado a avançar. Abdul Ameer Al-Zaidi, comandante das operações, também se pronunciou sobre este cerco a Tikrit, referindo que as posições do Estado Islâmico foram destruídas através de artilharia, aviões e mísseis, mostrando, igualmente, fé e esperança que o Estado Islâmico seja derrotado nessa área.

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Nesta batalha por Tikrit, os iraquianos não pediram a ajuda da coligação, mas parece confirmada a participação do Irão. Perante o alerta da Amnistia Internacional e do Human Rights Watch perante o perigo de represálias sobre as tribos sunitas, acusadas de cumplicidade com o grupo terrorista, os Estados Unidos dizem estar a acompanhar de perto esta operação. Ash Carter alerta para a necessidade de obter sucesso no combate ao Estado Islâmico e diz que este combate tem de ser feito de forma efetiva por forma a "não voltar a inflamar o sectarismo".

Os combates lançados segunda-feira já obrigaram à fuga de vinte oito mil pessoas, que se vão juntar a outros iraquianos deslocados por causa da violência. #História #Terrorismo