Na passada terça-feira, dia 3 de Março, foi oficialmente suspensa a execução de pena de morte no estado norte-americano da Geórgia. A decisão foi tomada um dia depois de ter sido cancelada a execução de Kelly Renee Gissendaner, a única mulher no corredor da morte daquele estado. A porta-voz do Departamento de Correções da Geórgia, Gwendolyn Hogan, anunciou que a execução iria ser adiada indefinidamente porque a injecção letal apresentava um aspecto "turvo". Esta é já a segunda vez que o Estado adia a sua execução em menos de uma semana, tendo sido a primeira, alegadamente, devido ao mau tempo.

Na passada terça-feira, o departamento afirmou que as execuções de Gissendaner e Brian Keith Terrell, sob pena de morte por roubar e assassinar um homem em 2001, iriam ser adiadas indeterminadamente, enquanto iriam ser realizadas análises aos produtos utilizados nas injecções letais.

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Hogan declarou ainda que quando houver condições para se continuar a praticar a pena capital o tribunal emitirá novas ordens de execução.

Nos últimos anos, os problemas com os fármacos que compõem a injeção letal surgiram em todo o país. A falta de medicamentos tem causado a diminuição do número de estados que realizam as execuções. Os serviços prisionais já chegaram, inclusive, a ser forçados a fabricar os seus próprios compostos, após as empresas farmacêuticas se terem queixado de que os medicamentos estava a ser usados para fins contrários aos pretendidos e terem restringido a sua distribuição.

O Departamento de Correções da Geórgia não revela detalhes da droga que agora está a ser utilizada, mas suspeita-se que será um genérico de pentobarbital. Em janeiro, as execuções no estado de Oklahoma também foram adiadas, depois de vários presos parecerem estar conscientes e com dores enquanto estavam na cadeira da morte.

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Nesse estado, a droga utilizada era Midozolam.

O caso de Gissendaner, que foi condenada pelo assassinato de seu marido há quase duas décadas, tem atraído uma grande atenção devido, em parte, aos seus esforços religiosos dentro da prisão, levando teólogos e líderes religiosos a apelarem ao Estado para cancelar a sua execução. Gissendaner seria a primeira mulher a ser executada na Geórgia em 70 anos.