Foi reportado no final da semana passada que Vladimir Putin estaria desaparecido desde dia 5 deste mês. Reuniões de extrema importância que se deveriam acontecer na Ossétia do Sul, no Cazaquistão, ou mesmo na própria cidade de Moscovo, foram canceladas. Tal levou ao surgimento de diversas teorias díspares acerca do que teria acontecido ao Presidente russo. Porta-vozes do Kremlin já vieram dizer que nada se passa, que Putin permanecia de perfeita saúde e procurava apenas um curto intervalo de todo o stress que o havia atacado ao longo das últimas semanas, com o adensar da crise da Europa de Leste. Mas o busílis da questão permanece bastante firme: o que se passou com Vladimir Putin? As teorias dividem-se em três campos: questões de saúde; questões pessoais; ou questões políticas.

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Não obstante o cultivar de uma imagem de jingoísmo e robustez física, o Presidente russo já não é um homem novo. Tem 62 anos, e sofreu de alguns problemas de saúde que o afastaram do olhar público por diversas vezes. Em 2012 foi visto a coxear antes de desaparecer por umas semanas, aparentemente devido a um acidente de ski. Mais recentemente, outro desaparecimento teria estado relacionado com uma injeção de botox mal-aplicada. Portanto pode-se afirmar que existe um historial para esta questão. Declarações recentes creditadas a porta-vozes da CIA teriam mesmo confirmado que Putin estaria a sofrer de uma gripe.

Também se fala que a namorada de Vladimir Putin, a ginasta de 31 anos Alina Kabaeva, teria dado à luz, e que o Presidente teria ido para a Suíça para a acompanhar.

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Mas estas informações, apresentadas por um tabloide suíço, não puderam ser confirmadas e já foram negadas pelo Kremlin.

Por outro lado, a verdade é que o assassinato de Boris Nemtsov trouxe alguma instabilidade à sua posição política. Apesar de a morte do opositor da presidência ter sinais de crime político, há quem diga que o rescaldo do mesmo teria sido mais prejudicial do que benéfico para a posição do Presidente, e que faria parte de uma conspiração para lhe prejudicar a imagem. Durante a anexação da Crimeia houvera uma explosão de patriotismo na Rússia, mas a expansão do conflito para o resto da Ucrânia levara a prejuízos económicos graves. Esta realidade teria entrado em choque com os grandes magnatas russos, os apoiantes mais fortes do Presidente, desiludidos pelos parcos ganhos oferecidos por um tão grande risco. Putin estaria então interessado em deixar as coisas como estão, o que também desagradaria a fações nacionalistas dentro do seu próprio grupo, interessadas em prosseguir com as ofensivas.

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O Presidente teria sido portanto aconselhado a sair do radar por uns tempos, até que tudo acalmasse.

Verdade ou não, esta análise traz à luz uma visão fascinante do funcionamento interno do Kremlin, que, assim sendo, não se teria modificado muito desde o fim da Guerra Fria. E se enquadra numa possibilidade mais sinistra, pois fala-se que Putin poderia ter sido deposto, ou mesmo morto. No entanto esta visão contraria completamente as declarações oficias do Kremlin, e se fosse o caso, não haveria razão para manter segredo durante tanto tempo.

Não deixa, no entanto, de ser uma realidade preocupante, ainda para mais na altura em que se mantém o acumular de tropas russas e da NATO no Leste da Europa. Talvez a teoria mais sinistra de todas seja que Putin estaria escondido enquanto planeia a Terceira Guerra Mundial. Esperamos que seja apenas uma ideia tão fantasiosa como aparenta ser. #Personalidades