Cerca de 30 mortos e dezenas de mineiros desaparecidos, são estes os números, até ao momento, de uma explosão que ocorreu esta manhã na mina de carvão Zasyadko, em Donetsk, na Ucrânia. As autoridades locais afirmaram que cerca de 230 pessoas estavam a trabalhar na mina quando a explosão aconteceu. Um trabalhador que conseguiu sair ileso do acidente referiu que perto de 45 pessoas ainda se encontravam presas no subsolo, porém não houve confirmação imediata da informação. Até ao momento as causas da explosão na mina de Zasyadko ainda não foram apuradas, suspeitando-se que poderá ter sido "uma mistura de ar com gás".

De acordo com as informações preliminares, Vladimir Tsymbalenko, chefe do serviço de segurança de mineração local, em declarações à Reuters, disse que "mais de 30 pessoas morreram" e que as equipas de resgate ainda não chegaram ao local da explosão, estando, primeiro, a retirar o gás venenoso para posteriormente poderem descer em segurança.

Publicidade
Publicidade

Segundo um repórter da Reuters no local, dezenas de parentes dos mineiros começaram-se a reunir à entrada da mina, tentando, desesperadamente, obter mais informações.

Apesar de esta ser uma zona amplamente dominada pelos separatistas pós-russos, os representantes de Kiev já descartaram a possibilidade da causa da explosão se dever a um ataque de artilharia. Donetsk tem sido palco de vários combates entre rebeldes separatistas e tropas do governo durante o inverno, todavia, Mikhail Volynets, funcionário do sindicato mineiro, declarou a uma estação televisiva ucraniana que, nos últimos dias, não houve combates na região. Em Kiev, o presidente do parlamento ucraniano, Volodymyr Hroisman, pediu um minuto de silêncio em memória das vítimas.

Este já é o quarto acidente que acontece nesta mina.

Publicidade

Zasyadko foi o cenário do pior acidente de mineração da Ucrânia quando, em 2007, 101 pessoas morreram numa explosão de metano. Em 1999, cinquenta mineiros morreram e 40 ficaram feridos numa explosão semelhante na mesma mina. Essas explosões são uma ocorrência comum em poços desactualizados na ex-União Soviética, onde as normas de seguranças são pobres.