Hector José Naya Gil, detido esta semana no Porto, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, vai ser extraditado para Espanha, segundo notícia avançada pela SIC Notícias. Esta decisão foi tomada numa curta audiência, durante a qual o terrorista galego, de 33 anos de idade, esteve reunido com Ernesto Nascimento, juiz desembargador. Nesta sessão, foram analisados os pressupostos expostos no seu mandado de detenção europeu. Hector Gil não se mostrou contra a extradição para o país vizinho. Neste sentido, o galego tem agora um limite legal de 10 dias para abandonar Portugal mas, enquanto isso, Hector estará à responsabilidade do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras).

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Por falsificação de documento, Hector já havia sido, na passada quinta-feira, dia 12, condenado pelo Tribunal da Maia a um ano de prisão com pena suspensa.

Recorde-se que Naya, terrorista da "Resistência Galega", foi detido na passada quarta-feira, dia 11 de Março, no momento em que se preparava para apanhar um voo com destino a Caracas, na Venezuela, tendo em sua posse um passaporte venezuelano falsificado. O objectivo seria pedir asilo político uma vez que, em Espanha, está condenado a onze anos de prisão por colocação de artefactos explosivos (seis anos) e participação em organização terrorista (cinco anos). Em questão está a detonação de duas bombas perto de antenas de radiotelevisão em Monte Sampaio de Vigo, em Pontevedra, e colocação de outras duas bombas caseiras que acabaram por não rebentar.

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Mais tarde, dois cúmplices de Naya revindicaram o atentado, apregoando que tal foi feito em nome da "Resistência Galega". Quando em Dezembro do ano passado foi conhecida a sentença, Hector, também conhecido como "Koala", escapou às autoridades do país vizinho e à Audiencia Nacional que rapidamente emitiu uma ordem de captura.

No quadro da luta pela independência da Galiza, Resistência Galega é uma expressão habitualmente usada por distintos grupos organizados. De acordo com forças de segurança espanholas, este grupo tem três células em actividade, sendo que duas estão em Santiago e Vigo e outra movimenta-se entre o Norte de Portugal e a Galiza. A alegada liderança do grupo está atribuída ao ex-membro do já extinto "Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive", Antonio García Matos, também conhecido como "Toninho", fugido e, segundo algumas teorias, encontra-se escondido em Portugal. Em 2010, a Resistência Galega passou a ser considerada um grupo terrorista pelo Tribunal Supremo Espanhol, que comparou este grupo a outras organizações armadas com actuação em Espanha, nomeadamente a ETA. #Terrorismo