Macabro. Em conferência de imprensa, Brice Robin, procurador público de Marselha, afirmou que, segundo informações vindas da análise da primeira caixa negra, o co-piloto trancou a porta e fechou-se dentro do cockpit, assumindo o controlo total do avião. Em espaços de minutos, Andreas Lubitz iniciou a descida do aparelho, carregando quinze vezes no botão para fazer com que o avião descesse mil metros de altitude por minuto e ignorando as tentativas do piloto para entrar de novo no cockpit.

Tudo leva a crer que esta tragédia que vitimou 150 pessoas terá sido causada por um ataque suicida protagonizado pelo co-piloto da viagem.

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Da parte da companhia Lufthansa chega a informação que Andreas Lubitz, alemão de 28 anos, tinha 630 horas de voo e estava ao serviço da empresa alemã desde Setembro de 2013. Já o piloto do Airbus A-320 contava com quase 10 anos de experiência na empresa Lufthansa e mais de 6000 horas de voo.

Andreas terá aproveitado a saída do piloto do cockpit para se isolar e tomar o comando do avião. Quando o piloto tentou entrar novamente, notou que a porta estava trancada e bateu continuamente nesta, sem qualquer tipo de resposta. Nos oito minutos da descida do aparelho, o co-piloto não disse uma única palavra, contudo exclui-se a hipótese de este se ter sentido mal, pois "é possível ouvir nitidamente a respiração considerada normal de Andreas Lubitz", declarou Brice Robin.

Apesar de não querer avançar com a opção de ataque suicida, Robin afirmou que, analisando todos os dados até esta altura, esta é opção mais provável.

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"Está completamente excluída a opção terrorismo. O piloto e o co-piloto, nos primeiros momentos de voo, tiveram uma conversa normal, porém, quando Andreas se fechou no cockpit, não disse mais nenhuma palavra, apesar do piloto estar a tentar arrombar a porta. A descida que o co-piloto provocou não é anormal, mil metros por minuto, porém nada justificava esta descida acentuada. Em apenas 8 minutos, o co-piloto agiu deliberadamente e fez com que o avião perdesse dez mil metros de altitude", informou Brice Robin, em conferência de imprensa.

Segundo informações da caixa negra, os passageiros só entraram em pânico nos últimos momentos, pois, até aquela altura, nada de anormal teria ocorrido. O co-piloto provavelmente tinha essa mesma intenção, não causar pânico, levando o avião da Germanwings a perder altitude de uma forma muito lenta e gradual. Todos os pormenores da vida de Andreas Lubitz estão agora a ser analisados, não se sabendo nesta altura quais terão sido as motivações deste para retirar a vida a 150 pessoas indefesas.