O jornal britânico The Times avançou com mais contornos mórbidos sobre o caso Germanwings. Citando uma ex-namorada, o jornal noticiou, este sábado, que Andreas Lubitz "planeava há muito tempo um evento espetacular e que iria ficar na história". Ao jornal britânico, a ex-namorada disse que, quando soube do acidente, se lembrou de algo que Lubitz uma vez lhe disse: "Um dia vou fazer algo que vai mudar todo o sistema, e eles vão saber o meu nome e lembrar-se de mim". Contudo, o The Times salvaguarda-se e não refere que o despenhamento do Airbus A320 era esse evento "que iria ficar na história".

Esta afirmação, feita por uma ex-namorada diferente da noticiada durante o dia de ontem, é conhecida no mesmo dia em que se soube que Andreas Lubitz não tinha permissão para voar, pois estava de baixa médica. Apesar de se ter noticiado que Lubitz podia estar a atravessar uma depressão, isso já foi negado pelo Hospital Universitário de Düsseldorf. O que se sabe é que a namorada do copiloto tinha posto fim à relação e, por isso, Andreas estava a atravessar uma fase complicada. A revista alemã Focus noticiou que Lubitz tinha acabado de comprar dois automóveis da marca Audi. Um seria para si e outro para a ex-namorada. Segundo a publicação, esta era uma forma de Andreas Lubitz recuperar a relação.

Também durante a tarde de sexta-feira, dia 27, o site AirLive divulgou que o copiloto visitava, quando era jovem, os Alpes Franceses. Segundo o site, entre 1996 e 2003, a família e o jovem iam frequentemente para aquela zona para Lubitz fazer voos de planador. Especulou-se que a zona do embate tivesse, também, sido premeditada. Contudo, um amigo do copiloto já veio afirmar que tudo não passa de uma enorme coincidência.

Este caso tem abalado não só a imprensa nacional, como também os governos, empresas de aviação e companhias aéreas. Durante todo o dia de ontem, sexta-feira, foram vários os governos e companhias aéreas que decretaram que, a partir de agora será obrigatória a permanência de duas pessoas no cockpit. Nos Estados Unidos da América essa já era uma medida obrigatória, mas na Europa não. O governo português foi um dos envolvidos. O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, decretou que, a partir daquele exato momento, todas as companhias aéreas sediadas em Portugal têm de ter, pelo menos, duas pessoas no cockpit.