São muitas as perguntas e não há respostas. Vasculhar o passado de Andreas Lubitz pode ser esclarecedor ou ainda mais desconcertante. Há notícias que indicam que o jovem piloto alemão interrompeu o curso em Bremen, na Alemanha, por causa de uma crise nervosa mas, por outro lado, o CEO da Lufthansa já veio garantir que Lubitz tinha todas as condições físicas e psicológicas para pilotar um avião sozinho.

Colegas de curso de Lubitz descrevem-no como um "um rapaz divertido e igual a tantos outros". Klaus Radke, entrevistado pela Reuters, disse "não ter explicação para o que aconteceu" e que só consegue sentir-se "espantado" com a tragédia.

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Alguns pilotos da Germanwings recusaram-se a voar enquanto não se apurassem as causas do acidente e assim que foram reveladas as conclusões todos se mostraram incrédulos.

Na vizinhança o choque continua. Os vizinhos só têm elogios a dar a Andreas Lubitz e a toda a família. "Andreas era muito interessado com tudo o que se passava na comunidade e, tanto ele como a família, estavam muito envolvidos connosco", disse um vizinho à Reuters que pediu para não ser identificado.

Os pais de Lubitz, do piloto do avião e do pessoal de bordo estão nas células de crise montadas perto do local do acidente, mas em locais separados dos familiares dos passageiros. Na tentativa de recuperar os corpos das vítimas e fazer-lhes um funeral, muitos familiares aguardaram esta quinta-feira num local montado para ser uma espécie de câmara ardente, mas a violência do embate não permite sequer identificar as vítimas sem um exame de ADN.

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Apesar da Lufthansa ter disponibilizado voos especiais para os familiares e amigos das vítimas, a verdade é que a maioria se deslocou de autocarro e nem sequer usufruiu da hospitalidade dos cidadãos de Seyne-des-Alpes, localidade mais próxima do local do acidente, que tinha mais de 200 camas para oferecer. Cabisbaixos e sem esperança, muitos familiares abandonaram o local com a mensagem de que será muito difícil reverem os entes queridos. Quanto à família do co-piloto, continua sob a protecção das autoridades francesas de forma a não serem abordados pelos jornalistas.