O mistério do motivo da queda do avião da Germanwings continua. Apenas o exame das caixas negras, assim que forem recuperadas, pode dar uma explicação de algumas das causas que levaram à queda do A320 Germanwings nos Alpes franceses. Mas existem pelo menos três factores que são considerados evidência para os investigadores.

Falha do alarme: Um dos grandes mistérios é a incapacidade dos dois pilotos do voo 4U9525 da Germanwings, que caiu nos Alpes franceses, de lançar o alarme. A rápida descida para uma despressurização repentina na cabine do avião (uma das hipóteses que podem ser tomadas em conta) é parte de uma das manobras que os pilotos de avião fazem mais vezes durante as horas de treino, no simulador periódico e obrigatório.

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Os dois pilotos alemães terão caído cerca de 31 mil pés em 8 minutos, tendo basicamente três opções: a primeira seria realizar a descida, por razões que só o gravador de voz nos dirá; a segunda seria descer abaixo dos "limites do sector" impostas pela área de sobrevoo e a terceira de descer muito menos rapidamente do que foi o caso. O procedimento padrão são 7000-8000 pés por minuto a cerca de 320 nós. Se a informação até agora é correta, o A320 da Germanwings em vez disso, caiu para cerca de 4000 pés por minuto, passando dos 38.000 pés combinados com os controladores de navegação franceses para 6.800 pés em 8 minutos. Bastante tempo.

A falha que deixou o avião em terra ontem: Conforme foi relatado pelo Spiegel Online, a unidade ficou o dia todo em terra, ontem, no aeroporto de Dusseldorf, devido a problemas técnicos.

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A unidade relatou problemas na porta da frente do trem de aterragem, confirmou a Lufthansa à Spiegel Online: "este problema foi completamente resolvido e o avião estava pronto às 10 horas da manhã de ontem, para o serviço regular," afirmou um porta-voz da companhia aérea.

Uma janela partida: Uma quebra de uma janela produz uma descompressão explosiva que, se tratada adequadamente pela tripulação, prevê a descida rápida do avião e a aterragem de emergência no primeiro aeroporto disponível na rota.

O incidente anterior: A dinâmica é semelhante: a perda repentina de altitude. Mas enquanto no passado dia 5 de Novembro, felizmente, um avião da Lufthansa (empresa que detém a Germanwings) conseguiu evitar o acidente graças à preparação dos pilotos, ontem infelizmente essa situação não se repetiu. 150 pessoas perderam a vida, naquele que é considerado o mais trágico acidente da história alemã.