Há uma semana, no dia 24 de Março, um avião da companhia alemã Germanwings que fazia a ligação entre Barcelona e Düsseldorf, com 150 pessoas a bordo, despenhou-se às 10h41 nos Alpes Franceses, num lugar inacessível por estrada, a 2.981 metros de altitude. Não houve sobreviventes. A linha aérea, filial low-cost da Lufthansa, explicou que o Airbus 320 começou a perder altura às 10h20 até atingir o solo 11 minutos depois e afirmou desconhecer as razões do acidente. A França assegurou que todas as hipóteses estavam em aberto e frisou que o avião não emitiu nenhuma chamada de emergência.

A Lufthansa classificou o acidente de "inexplicável" e garantiu que o aparelho estava tecnicamente bem.

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No mesmo dia, começaram as tarefas de resgate, dificultadas pela neve. À tarde foi encontrada a caixa negra que gravou todas as conversas na cabine. Recapitulemos então o que sabemos desde esse fatídico dia.

25 de Março: recuperados os primeiros corpos

No dia seguinte à tragédia foram retomadas as buscas, levadas a cabo por 400 pessoas. As famílias das vítimas deslocaram-se para o local do acidente. Hollande, Merkel e Rajoy também foram até aos Alpes para prestar homenagem às vítimas. Começam a conhecer-se as identidades e histórias das vítimas, como os 16 alunos alemães que regressavam de um intercâmbio na Catalunha. Em relação às causas, a caixa negra começa a falar: a única hipótese descartada é uma explosão, ao passo que um atentado é considerado "improvável", começando a ganhar a força a teoria de que o acidente foi deliberado.

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26 de Março: o co-piloto causou o acidente

O dia amanhece com a notícia do New York Times que dá conta de que um dos pilotos estava sozinho no cockpit enquanto o outro batia desesperadamente à porta, tentando entrar. Horas depois, o procurador do caso em França, Brice Robin, anuncia que o co-piloto Andreas Lubitz despenhou deliberadamente o avião. As autoridades descartam um atentado e a Lufthansa garante que Lubitz estava "100 por cento apto a voar".

27 de Março: o co-piloto ocultou que estava de baixa

A Europa assiste incrédula aos novos desenvolvimentos: as autoridades de Düsseldorf informam que o co-piloto estava de baixa por doença, mas destruiu os documentos e não os entregou à empresa. Apesar de não ter sido revelado o motivo da baixa, o Der Spiegel avança que poderia por "doença psiquiátrica". O Bild acrescenta que Lubitz interrompeu a sua formação há seis anos devido a um "episódio de depressão severa" durante seis meses. O caso começa a ter repercussões na aviação internacional.

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Vários países e companhieas aéreas anunciam que vão passar a exigir a presença constante de duas pessoas no cockpit.

28 de Março: sem novidades

Centenas de pessoas reúnem-se numa catedral próxima do local do sinistro para prestar homenagem às vítimas. Em relação à investigação, não há novidades.

29 de Março: "Por amor de Deus, abre a porta"

As notícias centram-se nos motivos que terão levado Andreas Lubitz a levar consigo 149 pessoas para a morte. Fontes próximas descrevem uma personalidade obsessiva e megalómana. "Farei algo grande e todo o mundo vai saber o meu nome", disse a uma ex-namorada. O Bild reconstitui, a partir da caixa negra, o que se sucedeu na cabine. "Por amor de Deus, abre a maldita porta", gritava o comandante Patrick Sondenheimer, com os gritos dos passageiros como som de fundo.

30 de Março: Identificação das vítimas

No local do acidente, as equipas de resgate continuam as buscas pela segunda caixa negra e os restos mortais do co-piloto, com o objectivo de determinar se estava medicado, ao mesmo tempo que continuam as tarefas de identificação das vítimas. Foram já recolhidas amostras de 78 delas.