Terminou o pesadelo de Debra Jean Milke, a mulher norte-americana, condenada pelas leis do Arizona a pena de morte, em 1990. Acusada de ter participado no assassinato a tiro do próprio filho de quatro anos, Debra Milke passou 23 anos no corredor da morte. Foi libertada em 2013, sob fiança e agora a juíza retirou a acusação, ilibando a mulher de qualquer relacionamento com a morte do filho, o pequeno Christopher.

Em Dezembro de 1989, Debra Milke terá vestido o filho com a roupa preferida dele: um fato de "cowboy". A criança saiu com o companheiro de Debra, James Styers, com quem partilhava casa, e com um amigo deste, Roger Scott, acreditando que os dois homens o levariam a um centro comercial para ver o Pai Natal.

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Os dois homens, norte-americanos, terão desviado o trajecto e levado o menino para um lugar deserto, perto de Phoenix, onde o terão baleado, mortalmente, na parte de trás da cabeça, num crime chocante, nos Estados Unidos.

Debra Milke foi acusada de ter premeditado este #Crime juntamente com o companheiro, James Styers, com o intuito de receberem o prémio do seguro de vida do menino. Os homens, Styers e o amigo Roger Scott, foram condenados mas nunca implicaram nem testemunharam contra a mãe da criança. O que pesou para que esta fosse condenada, em 1990, a uma pena de morte foi o testemunho de um detective, Armando Saldate, que garantiu que Debra Milke lhe confessou ter actuado juntamente com o companheiro, matando o filho pelo dinheiro do seguro, e porque não queria mais o menino mas também não queria que este crescesse com o ex-marido e pai.

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No entanto, a presumível confissão não foi gravada, apesar de ter sido a única prova contra Milke ao longo de todos estes anos em que viveu no corredor da morte. A mulher, então suspeita, negou sempre esta confissão e jurou inocência ao longo dos anos. Para a anulação da sentença de morte contribuiu o facto do detective que a acusou ter sido desacreditado. Saldate, agora reformado, está implicado noutros casos em que terá mentido em Tribunal e terá violado os direitos dos suspeitos durante os interrogatórios. #Justiça