Apelidada de imagem do dia, há uma foto a circular pela Internet que está a comover os internautas. Compartilhada no Twitter pela fotojornalista Nadia Abu Shaban, nela pode ver-se uma menina síria de quatro anos que já lida com a guerra no país quase que de uma forma "instintiva". A imagem, que foi inicialmente partilhada no Twitter por uma jornalista do Huffington Post, já gerou mais de 1,8 milhões de visualizações e milhares de partilhas, e retrata o momento em que Osman Sağırlı, um fotojornalista turco, terá posicionado a sua máquina para fotografar a menina, o rosto da guerra, e esta, quase de imediato, levantou os braços ao alto em sinal de rendição.

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A jornalista pretendia retratar o dia-a-dia das crianças sírias que vivem num país oprimido devido ao regime.

A guerra civil na Síria completou este mês quatro anos de duração e está a afectar toda a população, num país que vive com 60% de pobreza. Desde o início da luta armada já ocorreram cerca de 215 mil mortes e 4 milhões de pessoas já fugiram do país, sendo que cerca de um milhão se refugiou no Líbano, país vizinho. Também os grupos extremistas que combatem pelo regime do ditador Bashar Al Assad estão a ser acusados pela organização Human Right Watch de utilizarem crianças a partir dos 15 anos para combater, sob o pretexto de lhes dar uma educação. As crianças, que são cada vez mais utilizadas como soldados, ou até mesmo como escudos humanos, são as maiores vítimas desta guerra civil, sendo que de acordo com os últimos dados divulgados cerca de 400 crianças estão a ser treinadas pelo Estado Islâmico para combater na Síria.

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Este grupo já utilizou inclusive cerca de dez crianças suicidas no país.

A nível internacional este conflito tem chamado cada vez mais a atenção das pessoas. Um grupo de celebridades, em que figuram a actriz Emma Thompson e o cantor Sting, escreveram recentemente uma carta ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, a pedir que a Inglaterra realoje mais refugiados sírios. Para além de tudo isto as crianças estão também a ser torturadas, mutiladas, detidas e a sofrer maus tratos.