A inauguração da nova sede do Banco Central Europeu (BCE) está marcada para hoje, dia 18 de março, e irá ser efetuada oficialmente pelo seu presidente, Mário Draghi, na presença de sensivelmente 100 convidados. No entanto, o dia não está a ser de festa, uma vez que as manifestações contra a atuação do BCE e as suas políticas estão a gerar confrontos um pouco por toda a cidade. As manifestações foram marcadas pelo grupo "Blockupy", um grupo de convicções anti-capitalistas e anti-austeridade e são esperadas cerca de 10.000 pessoas. Existem indicações de que já foi hospitalizado um polícia e uma mulher, feridos nos confrontos entre manifestantes e polícia de intervenção, que já contabilizam cerca de 350 manifestantes detidos.

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Os protestos não são recentes e já haviam sido verificados na passada reunião do Conselho do BCE no Chipre, onde os manifestantes avisaram que iriam marcar também presença no dia da inauguração oficial da nova sede do BCE em Frankfurt. Em causa estão as políticas de austeridade que têm marcado os últimos anos, que por sua vez têm estrangulado economias e deixado a população cada vez mais empobrecida. Por outro lado, o BCE acaba de construir uma nova sede cujo valor total está estimado em mais de 1,3 mil milhões de euros. Desta forma, o grupo organizador dos protestos questiona por que não é aqui seguida a austeridade imposta pelo BCE às populações? Para este grupo anti-capitalista, o BCE representa o capitalismo no seu estado mais puro e os gastos com a nova sede são a demonstração de que a austeridade é imposta com base em interesses políticos.

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Existem relatórios da ocorrência de vários confrontos entre os manifestantes e a polícia alemã, que se iniciaram ainda na noite de ontem. Alguns carros da polícia foram incendiados, foram arremessadas pedras aos polícias e a janelas de vários edifícios, sendo que já se contabilizam sensivelmente 350 manifestantes detidos e alguns feridos. Espera-se que durante o dia de hoje a manifestação conte com um total de 10.000 pessoas, sendo que 7.000 devem ser alemães e os restantes 3.000 são manifestantes de vários pontos da Europa.