A Irlanda é um país, muitas vezes, visto como conversador, católico e que não afasta uma boa cerveja, no entanto, coloca de lado qualquer droga. Ou colocava. Isto porque o ecstasy, por exemplo, faz agora parte de uma lista com cerca de uma centena de substâncias psicoativas que passaram a ser legais. Custa a acreditar? É mesmo verdade! Em teoria, neste país deixou de ser crime andar com estas drogas, ainda que tudo isto só esteja em vigor, em princípio, até esta quinta-feira, dia 12.

Pelo que foi apurado, um tribunal irlandês, de forma totalmente acidental, criou um "buraco" na legislação ao apagar parte de uma lei de 1977 relacionada com o consumo de drogas, quando estava a ser julgado um homem acusado pela posse de uma substância à venda numa "smartshop".

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Ora, este estimulante faz parte, desde há quatro anos, de uma lista de substâncias consideradas como controladas, algo que passou agora, por engano, a ser inconstitucional.

Desta forma, o ecstasy ou os cogumelos mágicos podem ser consumidos dentro dos limites da lei. Por agora o governo está numa luta contra o tempo, tentando encontrar uma solução, o mais rapidamente possível, passível de tapar este "buraco" legal, sendo que até esta quarta-feira, dia 11, cerca de cem drogas poderiam ser adquiridas por qualquer cidadão, sem que estivessem a cometer qualquer ato ilícito.

O departamento de saúde irlandês já emitiu um comunicado onde o ministro da saúde prestou esclarecimentos e veio dizer que apesar da posse das drogas ter deixado de ser crime, garantiu que até à próxima quinta-feira a situação ficará resolvida, sendo que nada do que foi acidentalmente decidido passa por as drogas clássicas como a cocaína, heroína ou cannabis.

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Como forma de alertar os cidadãos irlandeses e numa tentativa de os dissuadir a adquirir estas drogas que, de momento, são legais, o ministro da saúde, Leo Varadkar, reforçou a ideia de que as drogas "acarretam riscos significativos para a saúde" e que, independentemente de ser ou não legal, nenhum cidadão deveria ter o desejo de adquira-las.