Dezenas de milhares de israelitas reuniram-se no passado sábado, dia 7, na Praça Rabin, em Tel Aviv, para exigir a substituição de Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro durante as #Eleições nacionais marcadas para 17 de Março. Segundo a Al Jazeera, a polícia não forneceu dados oficiais, porém as agências israelitas avançaram que cerca de 30.000 pessoas terão participado na manifestação, a qual teve como mote "Israel quer uma mudança". O principal orador do protesto foi Meir Dagan, antigo dirigente da Mossad, o serviço secreto do governo de Israel.

Os manifestantes, referindo-se a Netanyahu pela sua alcunha, entoavam: "Bibi, falhaste, vai para casa".

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Os organizadores da manifestação, afirma a Al Jazeera, terão tentado confrontar as suas políticas, ou falta delas, ao terem Dagan como orador central. "Durante seis anos o Sr. Benjamin Netanyahu tem ocupado o cargo de primeiro-ministro. Agora Israel nunca esteve tão estagnado como desde há seis anos," disse Dagan.

O antigo membro da Mossad também acusou Netanyahu de não ter conseguido lidar com o Irão e de ter dado prioridade à sua sobrevivência política e abandonado os interesses de Israel ao não fazer pressão para um acordo de paz com a Palestina. "Em seis anos ele não deu nenhum passo significativo para mudar a região e criar um futuro melhor". A agência criticou recentemente a conduta de Netanyahu e afirmou que foi "a pessoa que causou maiores danos estratégicos a Israel".

As sondagens de opinião mostram que Netanyahu, actual líder do partido de direita conservadora Likud, e o seu rival Isaac Herzog, presidente do partido da oposição de centro-esquerda União Sionista, encontram-se numa luta renhida.

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Os especialistas acreditam que Netanyahu, o qual procura um quarto mandato como primeiro-ministro, tem uma ligeira vantagem, uma vez que possui um maior número de aliados no parlamento com os quais poderá vir a formar um governo de coligação. As últimas sondagens também indicam que tanto a União Sionista como o Likud ganharão 23 dos assentos parlamentares.

O actual primeiro-ministro israelita tem focado a sua campanha em questões de segurança e no programa nuclear iraniano. Netanyahu tem levantado fortes críticas à administração de Barack Obama, uma vez que os Estados Unidos têm liderado o diálogo internacional em curso para persuadir o Irão a restringir o seu programa nuclear em troca da diminuição das sanções que debilitam a sua economia. A 3 de Março o primeiro-ministro israelita fez um discurso no Congresso norte-americano onde alertou mais uma vez para o acordo perigoso de Obama com o Irão. A oposição israelita defende que Netanyahu prejudicou a relação estratégica com os Estados Unidos.