O norte-americano prepara-se para participar no mundial de Jiu-Jitsu, depois de em 2012 ter ficado conhecido como a primeira pessoa sem membros superiores e inferiores a subir o Kilimanjaro. Kyle vai agora participar no campeonato mundial de Jiu-Jitsu em maio, no Brasil. Não desistir é o seu lema de vida e Kyle Maynard assegura que essa crença foi o que o ajudou a concluir a subida ao monte mais alto de África, esforço que durou 15 dias. O monte Kilimanjaro situa-se no norte da Tanzânia e é o ponto mas alto do continente africano, com 5 895 metros no Pico Uhuro.

A poucos dias de completar 29 anos de idade, o norte-americano, que esteve em Lisboa esta semana para participar no congresso "O Que De Verdade Importa", explicou que a força de vontade é o que deve mover cada um. Kyle Maynard contou ainda que, ao longo da sua vida, ouviu muitas vezes palavras de desincentivo, de quem não acreditava que seria capaz de ter uma vida autónoma, mas conseguiu dar a volta a isso. Hoje em dia não vive com os pais e consegue cuidar de si, conduz um carro adaptado e utiliza o seu iPhone.

Kyle Maynard jogou futebol americano em criança e já se sagrou campeão de luta livre em competições para pessoas sem deficiência. Para este norte-americano, não há desculpas que possam impedir as pessoas de seguirem os seus sonhos. Consegue vestir-se e calçar-se sozinho e fazer a barba. O que mais lhe custa, como admitiu, é lidar com os botões das camisas. Kyle Maynard contou ainda à plateia que o ouvia com atenção que não faltaram momentos, ao longo da vida, em que quis desistir, confessando que em criança rezava para no dia seguinte acordar com braços e pernas. No entanto, atualmente considera que as limitações com que nasceu permitiram-lhe aprender mais e crescer.

Apesar de o seu início na modalidade de luta livre não ter sido fácil, tendo perdido todos os combates no primeiro ano em que começou a praticar, Kyle Maynard não desistiu. No segundo ano começou a ganhar aos que praticavam pela primeira vez e essas vitórias foram a sua motivação. Agora prepara-se para disputar o mundial de Jiu-Jitsu, no Brasil, e para isso treina 4 a 6 horas por dia. Contudo os seus sonhos não ficam por aí e, segundo o JN Online, quer ainda fazer vela e ir ao espaço.