Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro português, disse que não ia entrar em polémicas com o primeiro-Ministro grego, mas rebateu as acusações de Alexis Tsipras. Passos Coelho referiu que o fato de ser exigente quanto à necessidade de o governo grego manifestar, de forma muito clara, a sua vontade de cumprir com as responsabilidades que foram contraídas pela Grécia no passado é um dever de exigência natural. Não podendo, neste sentido, ser considerado uma tentativa de derrubar governos ou conspirar contra os mesmos. Alexis Tsipras acusou Portugal e Espanha de quererem derrubar o governo de Atenas e levar as negociações do Eurogrupo ao abismo.

Portugal e Espanha não gostaram das acusações de Tsipras e fizeram chegar o descontentamento a Bruxelas; todavia, Passos Coelho desmente que tenha sido um protesto formal com conjunto.

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O primeiro-ministro português refere que não protestou, apenas recorreu a meios diplomáticos adequados para manifestar a sua perplexidade pelas declarações que tinham sido proferidas.

O governo alemão já repudiou as palavras do primeiro-ministro grego, declarando que, segundo os padrões europeus, este foi um comportamento despropositado que nunca será prática corrente no Eurogrupo. A Alemanha avisa que, mais importante que declarações, são os acordos, e lembra que está nas mãos de Atenas receber mais dinheiro. Contudo, o ministro das Finanças grego já disse que o país não aceita a última tranche do atual resgate ( mais de sete mil milhões de euros) se isso significar um terceiro programa de resgate.

A emissora grega Parapolitika transmitiu um comunicado feito por Yanis Varoufakis, onde este remata que é completamente impossível aceitar um novo programa de ajustamento se a Grécia continuar "no estado de vertigem que tem vivido até agora".

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Contudo, pela primeira vez é apontado um valor para um terceiro resgate à Grécia, pela voz do ministro das finanças espanhol. Citado pela agência Reuters, Luis de Guindos revela que a Europa está já a preparar um pacote de ajuda financeira que pode variar entre os trinta mil e os cinquenta mil milhões de euros para cinco anos, numa altura em que se fala desta possibilidade para quando terminar o prolongamento acordado com o Eurogrupo.