Em posição de directo, já com o iluminador ligado e com a escuta quase a revelar o momento: "Fala"! Mas, na verdade, Vuyo Mvoko não falou. Tudo porque antes de entrar em directo, dois individuos rondaram o jornalista, chegando inclusive a passar em frente à câmara de filmar. O jornalista achou estranho e começou a lançar olhares aos dois estranhos que não se inibiram de o abordar, remexer os bolsos e exigiram que entregasse o telemóvel.

A resistência do jornalista e o facto de ter lançado o alerta através do microfone de que estava a ser roubado, motivou a chamada de reforços para o assalto. Quando Vuyo Mvoko ouviu falar em arma de fogo e um deles ameaçou disparar, então entregou de imediato o telefone.

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Tudo aconteceu em Joanesburgo, durante um directo para um canal de televisão local, que enviou uma equipa de reportagem para o hospital Milpark, onde estava o presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, que no fim-de-semana foi internado por conta de uma má disposição.

O internamento do presidente da Zâmbia, eleito em Janeiro, motivou excursões para junto do hospital de Joanesburgo e só esta quinta-feira, 11 de Março, é que foram revelados os resultados dos exames. Edgar Lungu contraiu malária e apresentava sinais de desgaste profundo. O presidente foi transferido para o Hospital Militar Maina Soko e o estado de saúde "está a evoluir favoravelmente". Segundo um comunicado da presidência, Lungu descansa os eleitores afirmando estar a sentir-se "melhor".

A imprensa local levanta algumas reservas ao diagnóstico divulgado pelos serviços da presidência, apoiados no facto de Edgar Lungu não ter visitado nenhum lugar de risco nos últimos 14 dias, período de incubação da malária.

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Há suspeitas de que o presidente da Zâmbia sofra de hipertensão ou de diabetes, factos não confirmados por nenhuma fonte. As dúvidas quanto ao verdadeiro estado de saúde de Edgar Lungu ganham ainda mais dimensão pelo facto do presidente ter recentemente faltado às celebrações do aniversário do seu homólogo do Zimbabué, Robert Mugabe.