O mundo da programação já há muito tempo que deixou de ser um universo masculino. A norte-americana Ava Brodie está a marcar pontos nesta área, ao criar um clube exclusivamente para meninas, onde ela própria ensina programação com o intuito de mostrar que as raparigas podem fazer o mesmo que os rapazes. Tudo começou quando a menina de Washington descobriu o seu talento, não só para os computadores, mas também para a programação, graças às aulas que tem em Twin Falls Middle School.

Ao perceber que esta área é, sem dúvida, uma área de interesse que se insere num ambiente mais masculino, Ava, de apenas 11 anos, decidiu criar um clube para raparigas de forma a ensinar que algo que era considerado preferencialmente do universo masculino, pode muito bem ser feito por raparigas.

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Este clube conta não só com aulas de programação, mas também com aulas de desenvolvimento de jogos e linguagens como Python e Ruby.

Ava foi, por este motivo, a convidada de honra do evento Tech Superwomen Summit em São Francisco, onde teve a oportunidade de conhecer e conversar com várias mulheres da área da tecnologia.

Neste mesmo evento, Brodie acrescentou que a sua intenção é fazer com que as pessoas não fiquem intimidadas pelas novas tecnologias e que quer incentivá-las a experimentar algo mais e a ir mais longe.

Tal como já foi mencionado o interesse de Ava Brodie é, não só partilhar os seus conhecimentos na área da informática, como também mostrar que apesar de o mundo da tecnologia ter sido maioritariamente masculino, existe lugar para que o sexo oposto também possa aprender e crescer e a desenvolver-se, criando os seus próprios projectos.

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A intenção de Brodie é atingir as 10 alunas até ao final do ano. Isso inclui ajudar a planear o currículo, mas também a enriquecer o mesmo com conteúdos informáticos.

Além disso é de relembrar que a primeira programadora da história também foi uma mulher. Ada Lovelace criou em 1842, o primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina. Ava Brodie só vem provar que as mulheres também se podem destacar num mundo cada vez mais tecnológico, mas também relembrar a posição que Ada Lovelace marcou há cerca de 200 anos.