O encontro entre a primeira-dama dos Estados Unidos e a prmeira-dama do Japão, Akie Abe, foi informal, contudo, o assunto tratado durante o mesmo foi bastante sério: em Tóquio, Michelle Obama, que contou com o apoio de Abe, chamou a atenção para um problema mundial que se prende com a falta de acesso das raparigas à #Educação escolar. Por questões económicas ou de mentalidade, há no mundo sessenta e dois milhões de raparigas que não frequentam qualquer sistema de ensino.

Michelle Obama diz ser um absurdo e dá o seu exemplo prático dizendo que a sua educação foi o ponto de partida para todas as oportunidades que teve na vida.

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Diz, ainda, estar consciente de que para cada rapariga que frequente a escola, há no mundo muitas outras que estão proibidas de o fazer, e muitas delas são tão ou mais inteligentes comparativamente aos jovens que frequentam a escola.

Para Michelle Obama esta é uma barreira que tem de ser ultrapassada porque, na sua opinião, a cada dia que passa, os talentos dessas jovens está a ser desperdiçado e o seu futuro hipotecado. Na opinião de Michelle Obama, estas raparigas que, tal como toda a gente, têm ambições e desejam obter sucesso na vida são igualmente capazes. Este é um claro desperdício de potencial humano pelo que esta tendência deve ser invertida.

Quanto a este desperdício, os Estados Unidos e o Japão estão empenhados em travá-lo. Lado a lado, as duas primeiras damas vão cooperar para ajudarem as raparigas de países em desenvolvimentos a terminarem os estudos.

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Nos próximos meses, e até mesmo anos, Michelle Obama e Akie Abe irão apelar aos líderes mundiais e pedir-lhes que aumentem os esforços para que as raparigas ganhem mais direitos no que à educação diz respeito.

De forma a impulsionar o progresso, não apenas nas escolas mas em todas as comunidades, precisa-se de encorajar e apoiar o progresso ao nível da abertura dos direitos de educação a todos os jovens, pelo que o Japão já prometeu aplicar trezentos e quarenta milhões de dólares, durante três anos, no incentivo à escolarização feminina.