Um tribunal de Moscovo acusou dois homens de estarem relacionados com a morte de Boris Nemtsov. Em comunicado, o tribunal informou que um dos suspeitos, Zaur Dadayev, admitiu envolvimento no tiroteio, perto da Praça Vermelha. O outro acusado é Anzor Gubashev. Segundo um relatório das autoridades russas ambos são de origem chechena. Além disso, mais três suspeitos no caso do assassinato de Nemtsov foram apresentados ao juiz, que ordenou a sua prisão preventiva.

Gubashev e Dadayev, ambos acusados de organizar e levar a cabo o assassinato, foram levados a julgamento debaixo de um forte esquema de segurança. Pouco se sabe sobre os dois homens, mas os relatórios russos afirmam que Dadayev serviu num batalhão das tropas do Ministério do Interior na Chechénia.

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Os outros suspeitos incluem o irmão mais novo de Gubashev, Shagid Gubashev, e dois homens chamados Ramzan Bakhayev e Tamerlan Eskerkhanov. Todos negaram qualquer envolvimento no assassinato.

Informações da comunicação social russa dizem que pelo menos dois dos homens viviam em Moscovo há pelo menos um ano. Um trabalhou como segurança de loja e o seu irmão como motorista. Até agora, porém, não há indícios sobre se os suspeitos foram contratados para cometerem o assassinato, como os apoiantes de Nemtsov acreditam, ou sobre qual o possível motivo para este crime. As autoridades russas estarão a tratar o caso como um crime contratado. De acordo com o despacho do caso lido em tribunal, os acusados foram indiciados por assassinato realizado em grupo, crime cometido por contrato, com ganhos financeiros, envolvendo também extorsão e banditismo.

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Estas detenções parecem ilibar Vladimir Putin ou qualquer responsável do Kremlin do envolvimento no crime, depois de inúmeras acusações e suspeitas terem vindo a público. Nemtsov, ex-vice-primeiro ministro e político liberal, de 55 anos, foi baleado nas costas quatro vezes, enquanto passeava com a sua namorada, às portas do Kremlin. O seu funeral ocorreu na passada terça-feira, dia 3, em Moscovo e foi acompanhado por milhares de populares. Boris Nemtsov era um dos principais opositores e críticos do governo russo, muito particularmente de Vladimir Putin, e preparava-se para apresentar um relatório sobre o envolvimento da Rússia no conflito separatista na Ucrânia.