Cassidy mudou de escola, em África do Sul, e as suas parecenças com outra aluna daquele estabelecimento, Zephany, nome dado pelos pais biológicos, permitiu que fosse descoberto um rapto que terá ocorrido há 17 anos. As jovens foram submetidas a testes de ADN que confirmaram o seu parentesco. Zephany havia sido raptada em Abril de 1997, quando tinha três dias de vida, ainda no hospital Groote Schuur, na Cidade do Cabo. A jovem foi então criada pela mulher que a sequestrou e pelo marido desta, os quais sempre acreditou serem os seus pais biológicos. O casal vivia com a criança a poucos quilómetros do sítio onde os pais biológicos moram.

A descoberta surgiu porque, na escola, os outros alunos repararam nas semelhanças evidentes entre as duas, sabe-se agora, irmãs. Mal viram as semelhanças, os pais biológicos, que revelaram que sempre acreditaram que iriam encontrar a filha, chamaram a polícia. Os testes de ADN vieram confirmar que são irmãs, filhas de Celeste e Morné Nurse.

O casal não escondeu a felicidade de ter encontrado a outra filha e aguardam agora que Zephany, a viver com uma assistente social depois da sua história ter sido divulgada naquele país e noutros, decida o seu futuro, como avança o JN Online. A mesma publicação adianta que o homem que criou a jovem não sabia de onde tinha vindo, na altura, o bebé, e que a raptora terá sofrido vários abortos.

A mulher, de 50 anos, que entretanto tinha sido presa, foi esta sexta-feira, dia 6, libertada, após ter pagado uma caução de cerca de 380 euros. Está agora proibida de contactar tanto o marido como a jovem, assim como outras testemunhas. Para o dia 29 de Maio está marcada uma audiência. Prevê-se que seja punida com cinco anos de prisão, podendo haver um acordo no casos das duas famílias chegarem a um entendimento. A identidade, tanto da vítima, como da raptora, não será divulgada, por ordem do tribunal. Zephany foi o nome dado pelos pais biológicos, que sempre acreditaram que a encontravam, e que a cada ano festejavam o seu aniversário. #Família