Apesar de passar um pouco debaixo do radar aqui em Portugal, a verdade é que a situação política em Israel parece estar próxima do ponto de fusão. Desde que foi eleito pela primeira vez, há 6 anos, que o atual Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu tem subido o nível da sua tradicional posição anti-árabe, especialmente no que diz respeito ao povo palestiniano e à sua ambição de possuir o seu próprio país. O extremar da posição do Primeiro-Ministro, entre outras questões, tem levado a uma clara insatisfação em vários sectores da sociedade israelita. Recentemente foram feitas diversas manifestações contra o governo, e alguns líderes partidários falam de uma iminente sublevação popular.

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Por exemplo, 35.000 pessoas reuniram-se no passado dia 7 em Telavive, exigindo mudança para Israel.

Esta realidade é extremamente importante pois as #Eleições legislativas irão dar-se esta terça-feita, dia 17 de Março. O partido de Netanyahu, o Likud, e os seus aliados do Shas, tem perdido terreno nas intenções de voto contra outras forças políticas. Uma miríade de pequenos partidos têm obtido boas percentagens das intenções de voto à esquerda e à direita, mas o maior desafio para a coligação governamental de direita vem da União Zionista, de centro-esquerda, que de momento está em pé de igualdade com o Likud. Apesar de haver um certo favoritismo para este novo partido, a verdade é que amanhã tudo poderá acontecer.

Apesar da popularidade inicial de Netanyahu, a realidade é que o seu governo se tornou numa desilusão em diversas áreas.

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As melhorias das condições económicas nunca estiveram à altura das promessas, e recentes revelações da vida de luxo do Primeiro-Ministro apenas tornaram esse facto ainda mais relevante. Talvez mais importante ainda, contudo, seja o motivo principal para a sua eleição: a questão da segurança. Entre a hostilidade mútua de palestinianos e israelitas, a questão atómica iraniana, e o crescente caos em todo o Médio Oriente, Netanyahu prometera ser aquele que iria trazer segurança ao estado judeu.

No entanto não foi isso que sucedeu, e o antagonizar dos palestinianos tornou-se mais forte, facto que o Hamas aproveitou, levando a um conflito, no ano passado, que descredibilizou a posição do Primeiro-Ministro. Mesmo assim, este mantém a sua postura aguerrida. Recentemente declarou que se não for reeleito, será o caos em Israel, e também prometeu que caso se mantenha no poder irá garantir que nunca existirá um estado palestiniano, e que irá apoiar o crescimento dos polémicos colonatos na Cisjordânia.

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Fortificará Israel.

Apesar das promessas de Netanyahu de garantir que Israel nunca será dividido, partilhadas com aqueles que o antecederam, a verdade é que a sua postura política, mais do que qualquer inimigo externo, tem conseguido esse feito. Mais de 5,5 milhões de israelitas irão a votos amanhã, em mais de 10.000 mesas de voto espalhadas pelo país, e a quantidade de eleitores ainda indecisos demonstra exactamente o quão delicada é a situação. Ainda assim, espera-se uma participação de pouco menos de 70%, como sucedeu anteriormente, e a verdade é que o futuro do estado judaico parece pender, literalmente, nas mãos dos eleitores. #Terrorismo