Os 68,8 milhões de nigerianos foram hoje chamados às urnas para eleger um novo presidente e um novo parlamento, contudo, a missão dos eleitores não está a revelar-se em nada fácil, desde o atraso na abertura das urnas, passando por problemas tecnológicos e os ataques perpetrados por grupos islamitas.

São 14 os candidatos que se encontram na corrida, sendo que pela primeira vez na história do país surge o nome de uma mulher, mas a luta será entre o actual presidente, Goodluck Jonathan, que concorre a um segundo mandato, e o ex-general Muhammadu Buhari, que esteve à frente do país através de uma junta militar entre 1983 e 1985.

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Porém, este processo eleitoral está a ser marcado pela violência que vitimou já um total de 15 pessoas.

O ataque às mesas de voto, levado a cabo pelo grupo islâmico Boko Haram, começou no nordeste do país pouco depois das urnas terem aberto, resultando, desta primeira ofensiva, dois mortos. Ao longo do dia o número de vítimas tem vindo a aumentar com o grupo a disparar sobre as filas de espera e as mesas de voto. Em algumas localidades o processo eleitoral foi mesmo prolongado até amanhã, dia 29 de Março.

De acordo com os testemunhos no local, os extremistas durante o ataque vão questionando: "não vos avisámos para se manterem longe das #Eleições?". Afirmam ainda as fontes no local que o grupo extremista ao disparar faz com que as pessoas fujam, muitas delas acabando por já não regressar com receio.

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Também acabam por incendiar o material ligado à votação, sendo mesmo impossível continuar o acto em diversas localidades. Há um mês atrás o líder do Boko Haram havia já afirmado que iriam perturbar as eleições por as considerarem "anti-islâmicas".

Além disso, as dificuldades tecnológicas na leitura dos cartões estão a dificultar a votação, sendo que em média cada eleitor espera cerca de 15 minutos para ver se o aparelho lê os dados, acabando, em alguns casos, por não conseguir, tal como o presidente Goodluck Jonathan que logo de manhã foi impedido de exercer o seu direito de voto.