Nove estudantes viajaram para a Síria para se juntarem ao autoproclamado Estado Islâmico. Os jovens, cinco rapazes e quatro raparigas, pretendem ajudar os doentes e tratar os feridos nos hospitais do grupo extremista. OS jovens britânicos estavam a estudar medicina no Sudão e viajaram para Istambul, para atravessarem a fronteira através da Turquia. Os pais dos jovens viajaram para a Turquia para os tentar convencer a não ir.

Segundo declarações prestadas pelo político turco Mehmet Ali Ediboglu, hoje, dia 22 de Março, ao jornal The Observer, alguns destes jovens teriam informado as suas famílias dos seus planos para se juntarem ao autoproclamado Estado Islâmico.

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Tendo em conta estas afirmações, vários pais acabaram por viajar, este fim-de-semana, para a Turquia, tentando assim impedir que os jovens atravessassem a fronteira e regressassem.

A mesma fonte afirmou ao jornal que se trata de um caso atípico, e bastante diferente dos demais noticiados. Isto porque ao contrário das outras dezenas de jovens que abandonam as suas casas para se juntarem ao Estado Islâmico, estes nove jovens não pretendem ir combater. Juntam-se assim ao grupo extremista para ajudar e tratar dos feridos, nos hospitais do grupo radical. Todos estes jovens têm nacionalidade britânica, mas estudavam medicina no Sudão. Isto porque as suas famílias queriam que os futuros médicos fossem educados no seio da cultura islâmica.

Ali Ediboglu afirmou ainda ao The Observer que os jihadistas "lavaram" a cabeça estes jovens de forma a conseguir convencê-los a juntarem-se à sua causa.

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O político não tem dúvidas de que os nove estudantes de medicina foram enganados pelos militantes do Estado Islâmico.

O governo britânico já afirmou publicamente que está a ser prestado apoio consular às famílias destes jovens. O governo britânico encontra-se agora a colaborar com as autoridades da Turquia, para que seja possível precisar o paradeiro do grupo. Este já não é o primeiro caso de jovens britânicos a partirem para se juntarem ao Estado Islâmico, o que leva a que o governo britânico esteja a ser pressionado para evitar estas radicalizações. #Terrorismo