Até agora o recurso imediato que os bancos centrais tinham para enfrentar as flutuações da economia era imprimir dinheiro. Mas Carlo Civelli sustenta que o cenário internacional actual, de corrida à energia e aos recursos, indica que se prepara uma fatalidade económica, onde a mera impressão de dinheiro não servirá de nada para resolver uma catástrofe económica. Civelli é um bilionário helvético, que fez a sua fortuna em investimentos, e construiu-a gerindo empresas que tornou bilionárias, isso dá-lhe credibilidade financeira porque Civelli sabe como investir em prosperidade ou em retracção.

Em entrevista ao Future Money Trends, o investidor alertou o sector económico quando mencionou que a clássica retaguarda da economia a que se chama «ouro», pode não funcionar mais num cenário de colapso total.

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"Quando os governos começarem a divulgar que o dinheiro é inútil e que os títulos financeiros são inúteis, vai ter que haver um rápido repensar da economia", disse o gestor suíço. Civelli justifica a sua tese mencionando que todos os bancos do mundo estão a imprimir dinheiro, e em breve, como já anunciou, será o BCE (Banco Central Europeu), "serão talvez triliões que inundarão o mercado, mas imprimir moeda não valoriza a economia, apenas a inflaciona". A impressão de moeda é apenas uma medida imediatista que permite estancar o sangue da ferida, e a ferida chama-se colapso total. Mas "se as taxas de juro voltarem para níveis normais, esses triliões tem de ser retirados do mercado, porque estão a inflacionar a economia", sustentou.

A entrevista centrou-se principalmente na ameaça de colapso em que os governos centrais vão confiscar o ouro, "e vão fazê-lo em nome da soberania nacional baixando o preço do ouro para que possam comprar mais barato".

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Por isso, o clássico resguardo em ouro para muita da classe média e milionários do planeta pode não ser a melhor estratégia, avisou. Até porque os governos já o fizeram no passado: durante a Grande Depressão de 1929, tanto nos governos Europeus, como nos EUA, houve confiscação de ouro. Mas Carlo Civelli sugere uma solução: "a melhor maneira de enfrentar uma crise como a da Ucrânia e a da Venezuela, em que o papel higiénico, comida, e itens de emergência subiram de preço e desapareceram das lojas, a melhor maneira é armazenar".

Em tempo de ameaças na ruptura energética e bloqueio de recursos essenciais, como a alimentação, a melhor maneira é criar reservas. Uma grande reserva. E cabe aos governos, dados estes exemplos, ter este discernimento que uma crise súbita de colapso total pode disparar no mundo ocidental. Porque, para este investidor, o cenário de um colapso total vai arruinar muitas empresas da área electrónica, mas o sucesso económico será precisamente nos sectores que fornecem produtos essenciais como a alimentação, petróleo (energia) e minérios.

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Civelli referiu que é tempo de começar a preparar a população para um cenário de colapso total em que o que vai fazer falta será o imediato, a alimentação e a energia. Segundo Civelli isso já se nota, mencionando todas as manipulações políticas de bastidores, de traições e guerras desnecessárias para lançar um caos social que vai ser económico. O investidor diz mesmo que "há muita classe média, bilionários e governantes que sabem que isso é inevitável".