Há dezanove anos que Benjanim Netanyahu, primeiro-ministro israelita, alerta para o perigo do Teerão estar prestes a possuir armas nucleares. Os alertas são acompanhados por ultimatos como o que foi feito no Congresso norte-americano onde atualizou a ameaça iraniana. Netanyahu ataca fortemente o Irão dizendo que, quando todos esperam que o mesmo se junte à comunidade das nações, o país está ocupado a dominar outros países e apela a uma união para travar a marcha do Irão.

Netanyahu alerta para a guerra de tronos entre o Estado Islâmico e a República Islâmica do Irão, reinventando a expressão universal que designa o "amigo do inimigo".

Publicidade
Publicidade

Apela, ainda, a que os países não se deixem enganar pois, para Netanyahu, a batalha entre o Irão e o Estado Islâmico não faz do Irão um amigo da América.

O Irão e o Estado Islâmico disputam a liderança do Islamismo militante, um autointitula-se República Islâmica, o outro Estado Islâmico. Ainda nas palavras do primeiro-ministro israelita, ambos querem impor um império islâmico militante (primeiramente na região e depois em todo o mundo). O Primeiro-Ministro de Israel afirma que a diferença reside no fato de o Estado Islâmico estar armado com "facas" (como o próprio lhe chama), armas roubadas e o YouTube; já o irão poderá, em breve, ter mísseis balísticos intercontinentais e bombas nucleares.

Em Genebra, China, França, Grã-Bretanha, Rússia, Alemanha, mas sobretudo nos Estados Unidos, querem garantir que Teerão não usará a energia nuclear para fins militares.

Publicidade

O primeiro-ministro Israelita defende que o acordo nas concessões que faz só adia o inevitável, ou seja, derrubar o Estado Islâmico, e deixar que o Irão adquira armas nucleares seria vencer a batalha mas perder a guerra.

O Primeiro-ministro Israelita enfrenta eleições dentro de quinze dias e o Irão é o principal tema. Por estar em campanha não pôde ser recebido na Casa Branca, serviu-se então do convite do líder dos Republicanos para criticar a estratégia da administração Obama que defende o diálogo com Teerão. Isolado diplomaticamente pela contínua ocupação do território palestiniano, Israel tem agora em Washington o maior aliado e o garante da segurança.