É no dia 14 de julho que a sonda New Horizons termina a sua longa viagem espacial, alcançando o planeta-anão Plutão. Prevendo encontrar uma complexa morfologia, a NASA está a apelar ao público de todo o mundo para a ajudar a escolher nomes para batizar as montanhas, vales, depressões, crateras que espera encontrar naquele que já foi considerado o planeta mais distante do sistema solar. A campanha intitulada "Our Pluto", ou "O Nosso Plutão" em português, foi criada pelo SETI (Search for Extraterrestrial Inteligence) Institute, em Mountain View, na Califórnia, que encerra a caixa de sugestões a 7 de abril. Posteriormente, a equipa da NASA encarregada da missão New Horizons, vai analisar as propostas e submeter uma série de nomes à União Astronómica Internacional (UAI), entidade responsável pela nomeação oficial dos objetos celestes e das suas características.

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Mark Showalter, investigador sénior do SETI Institute, explicou as razões da campanha. "Plutão pertence a todos nós, por isso queremos que toda gente esteja envolvida no mapeamento deste mundo distante". Esta é já a segunda vez que o instituto norte-americano promove este género de campanhas. Em 2013, apelou ao público para sugerir nomes para duas das luas de Plutão. Kerberos e Styx foram os grandes vencedores.

Até ao momento, todas as imagens recolhidas de Plutão pelo telescópio Hubble são de fraca qualidade, desfocadas e enevoadas. New Horizons, em rota espacial desde janeiro de 2006, permitirá, pela primeira vez, recolher imagens em alta resolução. O principal objetivo da missão é estudar e caracterizar a geomorfologia do planeta-anão e de um dos seus satélites naturais, a lua Charos.

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Plutão foi oficialmente descoberto em 1930 e considerado o nono planeta do nosso sistema solar. No entanto, a descoberta de vários corpos com as mesmas características de Plutão, no início do século XXI, levaram a UAI a criar uma nova definição do conceito de planeta, relegando o "nono" para a categoria de planeta-anão, em 2006. New Horizons é a primeira missão de exploração do corpo celeste, atingindo a sua maior aproximação a 14 de julho de 2015.