No Brasil, o passado domingo, 15 de março, foi o dia escolhido para realizar uma manifestação gigantesca de protesto onde se fazem pedidos existente de demissão da atual Presidente Dilma Rousseff. É impossível prever quantos manifestantes estiveram nas ruas, uma vez que os protestos aconteceram em trinta e quatro cidades brasileiras, no entanto, estava anunciado que poderiam estar nas ruas do Brasil até um milhão e meio de pessoas. Esta manifestação, que foi convocada através das redes sociais, contou com a presença de vários grupos que criticam a corrupção do país, a evolução da economia, a inflação - que está de volta - e o Partido dos Trabalhadores que tem governado o Brasil nos últimos anos, primeiro com Lula da Silva e agora com Dilma Rousseff.

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Na passada sexta-feira, dia 13, estiveram nas ruas outros manifestantes, mas em defesa da petrolífera estatal Petrobrás, que esta no centro dos últimos escândalos de corrupção, e da própria presidente Dilma. As manifestações de ontem serviram como um barómetro isto porque, necessariamente, vão ser comparadas às da última sexta-feira. Nessa altura, ainda que o pretexto tenha sido distinto, serviram como uma resposta antecipada às manifestações deste domingo uma vez que se pretendia defender o governo.

A mobilização na passada sexta-feira foi fraca mas, os analistas pensam que isso se deveu ao fato de haver alguma ambiguidade: de um lado está um grupo de apoio à presidente, de outro críticos à sua política económica, nomeadamente as medidas de austeridade e aquelas que põem em causa direitos trabalhistas.

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Nas manifestações do dia de ontem verificou-se, claramente, a existência de duas correntes: uns defendem a renúncia da presidente Dilma; outros dizem que este ainda não é o momento oportuno e que não há razões para isso. De qualquer forma, independentemente das correntes, serão feitas fortíssimas críticas à crise económica e ao clima de austeridade. Dilma Rousseff responde a estas manifestações dizendo que as promessas são para quatro anos e há apenas três meses de mandato.