Um ano depois dezenas de milhares de espanhóis voltaram a encher as ruas de Madrid, designadamente a Praça de Cólon, numa marcha pela liberdade, onde se manifestaram contra a austeridade e o desemprego. Convocada por trezentas organizações cívicas, políticas e sindicais, a marcha tinha um lema bem claro: "Pão, Trabalho, Teto e Dignidade". Para além desta tónica, há quem se manifeste e peça melhorias ao nível da educação e uma maior igualdade de género. São cada vez mais os espanhóis que vivem numa situação precária, pelo que, nas suas opiniões, esta marcha é fundamental para demonstrar ao governo que estão descontentes com a situação que o país enfrenta e que estão prontos para lutar pelos seus direitos.

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Atualmente, os espanhóis são o retrato de um povo sem perspetivas, sem esperança e sobretudo sem dignidade. Tudo o que mais ambicionam é ter uma futuro mais risonho e foi por este desejo que cerca de doze mil pessoas (segundo estimativas das autoridades) saíram às ruas. Embora em menor número do que no ano passado, os manifestantes vieram de todas as regiões do país para denunciar a campanha do governo que afirma que Espanha saiu da crise. Em plena praça de Colón foi instalado um palco onde dois representantes de organizações sindicais se referiram a um manifesto de defesa de "uma vida com dignidade" e de "um programa de mínimos". Este manifesto salienta que as condições de vida têm piorado, pelo que é necessário um papel mais interventivo.

Depois da marcha, cerca de duas centenas de encapuçados envolveram-se em distúrbios, atos de vandalismo e confrontos com a polícia.

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Sabe-se que a polícia interpelou meia centena e pelo menos dezassete acabaram detidos. Hoje os protestos contra as políticas de austeridade poderão também refletir-se nas eleições autonómicas na Andaluzia. Será o primeiro teste para os novos partidos, o Podemos e o Ciudadanos, que aparecem nas sondagens como a terceira e a quarta forças políticas depois do PSO e do PP. Há trinta e três anos consecutivos no poder, o Partido Socialista apresenta-se fragilizado por vários casos de corrupção. #Política Internacional