A verdade é que são poucos os acidentes de aviação que acontecem deliberadamente. Mas que os existe, existe. A história arrepiante de Andreas Lubitz que despenhou recentemente um avião da Germanwings, o Airbus A320, numa ligação entre duas cidades europeias e que tirou a vida a mais 149 pessoas fez levantar histórias impressionantes do mundo da aviação.

O jornal britânico The Telegraph avança hoje com uma história em muito semelhante à de Andreas Lubitz. Afirma a publicação que o piloto Robert Brown, da British Airways, foi destacado em 2010 para transportar um Boeing 747 entre Londres e Lagos, na Nigéria, e que o próprio terá confessado ter pensado em despenhar o aparelho.

Publicidade
Publicidade

O piloto que se encontrava em processo de divórcio com a mulher acabou por matá-la nesse ano, com a intenção de se suicidar de seguida. Contudo, Brown acabou por meter baixa médica e foi detido pelas autoridades no dia seguinte ao homicídio.

Agora, a história do voo da companhia alemã levou a que o pai de Joanna Brown, mulher do piloto Brown, viesse a público afirmar que cinco anos depois deste iminente acidente as companhias aéreas ainda não estão a supervisionar a saúde mental das suas tripulações, referindo-se ao facto de Andreas Lubitz estar, supostamente de baixa no dia em que provocou a queda do aparelho, e por apresentar também perturbações psicológicas. Detido pela morte da mulher, Brown admitiu em tribunal que ao matá-la não queria ser apenas mais um que o fazia e depois se suicidava, queria ser reconhecido, assegura mesmo que pensou “que se fosse trabalhar podia despenhar um avião, ou voar até Lagos e despenhar-me lá.

Publicidade

Queria marcar uma posição”.

A última história conhecida de uma queda de avião intencional foi em 2013, quando um piloto das Linhas Aéreas Moçambicanas fez despenhar o aparelho que fazia a ligação entre Maputo e Luanda com 33 pessoas a bordo. Afectado a nível psicológico devido a problemas pessoais, o piloto Hermínio dos Santos Fernandes decidiu assim terminar com a sua vida e com a de todos os outros passageiros.