Uma tempestade solar atingiu a Terra na passada terça-feira, dia 17, quinze horas antes do previsto e com uma intensidade bastante superior à esperada. Como consequência, as auroras boreais, por norma apenas visíveis acima do círculo ártico, puderam ser vistas mais para sul, no norte europeu e no centro e norte dos Estados Unidos. Várias imagens tiradas pelos observadores estão já a circular pelas redes sociais.

Esta foi a maior tempestade solar a atingir a atmosfera terrestre, desde o outono de 2013, alcançando o nível 4, numa escala de 1 a 5 que mede os efeitos geomagnéticos. As tempestades solares, também conhecidas como tempestades geomagnéticas, ocorrem quando os ventos solares interagem com o campo magnético da Terra, localizado na parte exterior da atmosfera.

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A chegada da tempestade estava prevista para terça à noite e pela madrugada de quarta-feira, mas atingiu o planeta ontem por volta das 10 horas EDT (14 horas em Portugal Continental), como resultado de duas erupções solares que ocorreram no domingo, dia 15.

As auroras boreais foram reportadas ainda antes do nascer o sol por vários observadores em diversos pontos do norte dos Estados Unidos, nomeadamente nos estados de Washington, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Minnesota, Wisconsin e Alasca. Pela Europa, chegaram imagens impressionantes da Estónia e os meteorologistas acreditam que seria possível ver o céu colorido em grande parte da Rússia e em vários países mais a norte, como a Alemanha e a Polónia. No hemisfério sul, há imagens das luzes polares em Denedin, Nova Zelândia e Austrália.

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As autoridades alertaram, contudo, para a possibilidade, ainda que reduzida, de eventuais falhas de energia, dos sistemas de GPS e de comunicação. Até ao momento não se registou qualquer incidente. A NASA assegurou também que esta tempestade não coloca qualquer perigo à segurança dos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional.

As auroras boreais são fenómenos ópticos que resultam da interacção do vento solar com a atmosfera terrestre. São também chamadas de luzes polares, sendo que, por norma, apenas são visíveis acima do círculo ártico. A extensão registada esta terça-feira deveu-se à maior atividade solar, consequente da tempestade, originando estas auroras mais fortes e visíveis fora da sua "zona de conforto". #Natureza