O Presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, prometeu lutar "sem misericórdia" contra o #Terrorismo, na sequência de um ataque armado que ocorreu na quarta-feira, dia 18, no Museu Bardo, na capital Tunis, e que vitimou 19 pessoas. Dezassete eram turistas, incluindo visitantes do Japão, Itália, Colômbia, Austrália, França, Polónia e Espanha, disseram as autoridades. Dois tunisinos, um deles membro da polícia, também estão entre as vítimas. As forças de segurança mataram dois homens armados, mas continuam as buscas para encontrar possíveis cúmplices. As autoridades disseram que mais de 40 pessoas, incluindo turistas e tunisinos, ficaram feridas.

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"A democracia vai vencer," declarou o Presidente da Tunísia, que acrescentou que o país estava "numa guerra contra o terrorismo". "Estas minorias monstruosas não nos assustam," garantiu Beji Caid Essebsi num discurso transmitido pela televisão nacional tunisina. "Vamos manter-nos firmes contra eles até ao final mais profundo sem misericórdia."

O primeiro-ministro Habib Essid disse: "É um momento crítico na nossa história, e um momento decisivo para o nosso futuro."

Quando o ataque ocorreu, deputados discutiam sobre legislação antiterrorismo no edifício do parlamento que se situa perto do museu. O parlamento foi evacuado, porém voltou a reunir-se mais tarde para uma reunião extraordinária, à noite.

Muitos tunisinos saíram para as ruas do centro de Tunis para protestar contra o ataque, agitando bandeiras e acendendo velas em frente ao museu.

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Vários líderes mundiais condenaram o ataque e exprimiram o seu apoio aos esforços da Tunísia para combater o terrorismo. O Conselho de Segurança da ONU emitiu um comunicado a declarar que nenhuma acção terrorista poderia comprometer o caminho da Tunísia em direcção à democracia. O comunicado também ofereceu condolências às pessoas afectadas pelo ataque, e exige que os autores sejam levados à justiça.

Entretanto, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse que os Estados Unidos iriam "manter-se ao lado dos parceiros tunisinos no combate à violência terrorista". Segundo a BBC, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, ofereceu as suas condolências, em francês, aos familiares das vítimas, e disse que a União Europeia iria "dar apoio total à Tunísia na luta contra o terrorismo".