O Twitter está em guerra contra o Estado Islâmico (EI): até ao final do mês de Fevereiro, a rede social tinha já suspendido mais de 20 mil contas ligadas directa ou indirectamente ao grupo terrorista. "Esta é uma iniciativa sem precedentes para a rede social, que baniu as contas de forma aleatória e sem que elas contivessem, obrigatoriamente, fotografias explícitas ou ataques e ameaças contra indivíduos", escreveu o site norte-americano Daily Dot. Resultado: o Estado Islâmico, em retaliação, apelou aos jihadistas de todo o mundo para matarem funcionários do Twitter, como revelou o Buzzfeed. O fundador do serviço de microblogging é particularmente visado.

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"A vossa guerra virtual contra nós vai provocar uma guerra real contra vocês", advertiu a organização terrorista numa mensagem endereçada para Jack Dorsey, publicada juntamente com uma fotomontagem onde o empreendedor norte-americano surge com um alvo sobre a cara.

"Temos dito desde o início que esta não é a vossa guerra, mas vocês não compreenderam e continuaram a fechar as nossas contas no Twitter, mas nós voltamos sempre e continuamos a espalhar a mensagem. Mas quando os nossos leões vierem e cortarem a tua respiração, não vais ressuscitar nunca", referia o texto. O Estado Islâmico publicou também mensagens ameaçadoras dirigidas a Jack Dorsey no próprio Twitter. A guerra da rede social contra o Estado Islâmico começou quando foi divulgado o vídeo da decapitação do jornalista James Foley, que se tornou viral.

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A partir desse momento, a empresa de Silicon Valley tem vindo a tornar-se cada vez mais agressiva com os jihadistas.

Esta ofensiva contra o Estado Islâmico não é inédita. O colectivo hacktivista Anonymous elaborou uma lista de contas relacionadas com o EI e muitas delas foram fechadas pouco depois dessa lista ter sido divulgada, o que sugere alguma relação entre a acção do Twitter e a operação, designada #OpISIS, levada a cabo pelos Anonymous. O YouTube decidiu também banir todos os vídeos ligados ao Estado Islâmico mas optou, no entanto, por não fechar definitivamente as contas em que foram publicados. No entanto, sempre que os seus conteúdos são eliminados, os militantes dos Estado Islâmico voltam à carga e tornam a publicar os seus vídeos. #Terrorismo