É já considerado um dos maiores mistérios da aviação civil. O Boeing que voava de Kuala Lumpur para Pequim, com cerca de 250 pessoas a bordo, na sua maioria chineses, desapareceu sem deixar rasto apesar das muitas buscas feitas desde então. Apesar do recurso ao mais sofisticado que há no momento para usar neste tipo de investigações, o resultado tem sido até agora nulo. Nem uma pista do paradeiro do avião, ou de qualquer elemento que se possa dizer que pertence ao mesmo.

Na altura, este avião partiu de Kuala Lumpur, na Malásia, eram 0h30 do dia 8 de Março de 2014. Tinha aterragem prevista na capital chinesa cerca seis horas e meia depois.

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Contudo acontece que, e de acordo com os peritos, o Boeing da Malaysia Airlines só esteve no ar não mais que 40 minutos após a sua descolagem. Também se sabe que esta aeronave teve a sua rota invertida com todos os comandos de localização e identificação do aparelho a serem desligados por completo.

No início de toda a investigação, descobriu-se que o comandante, de 53 anos, Zaharie Ahmad Shah, e o co-piloto, de 27, Abdul Hamid Fariq, tentaram, supostamente, fazer uma chamada telefónica antes do desaparecimento do avião dos radares. Tal foi alvo de uma intensa pesquisa que também acabou por não dar em anda, visto que não foi descoberto nenhum indício suspeito sobre a vida de ambos. Para além da alteração da rota inicialmente traçada, pouco ou nada mais se sabe. Porém há uma certeza, os registos facultados pelos motores apontam uma orientação para o sul, a direcção que o Boeing 777 seguiu depois da modificação de rota.

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Vários foram os métodos de investigação utilizados na tentativa de encontrar o avião: barco, avião, submarinos, enfim. Milhares e milhares de pessoas trabalham arduamente numa zona com uma área, no Oceano Índico, avaliada em mais 80 mil quilómetros quadrados. Porém as muitas operações realizadas até então não obtiveram nenhum dado novo.

A Austrália já fez saber que vai continuar a investigar para além da data de abandono das investigações inicialmente traçada, em Maio de 2015. "Temos de continuar a fazer estas buscas, não só porque há imensas perguntas sem respostas como há famílias que querem fazer o funeral digno dos seus familiares, fazendo em paz o seu luto", pode ler-se num comunicado difundido pelo governo australiano durante esta semana. Poderá haver novidades, depois da publicação de um relatório sobre este caso, efectuado pelo departamento de aviação civil das autoridades da Malásia.