Foram 70 mil os utilizadores do Facebook que se comoveram com a história de Yeny Zaera. A espanhola usou a rede social para partilhar a forma bruta como o governo espanhol lhe tirou uma criança que nunca conseguiu adotar por ser "solteira, demasiado jovem e sem emprego fixo". Na tentativa de encontrar o "filho", Yeny publicou uma foto e apelou a todos para que se esforçassem para encontrar o menino, Francisco Xavier.

A resposta chegou três dias depois e pela mão do próprio Francisco Xavier. Ao conseguirem localizar o menino e ao contar-lhe que Yeny andava à sua procura, Francisco pôs pés ao caminho e quis reencontrar a pessoa que sempre considerou ser sua mãe.

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O jornal espanhol El País relata esse momento emocionante em que o menino abraça a mãe e lhe conta que nunca se esqueceu dela. "À noite, davas-me Cola-Cao e cantávamos canções italianas", relembrou.

O menino, agora já feito homem, ficou aos cuidados de Yena dos dois aos seis anos, depois da mãe biológica o ter deixado três dias sem comer e agarrado a uma cadeira. Francisco foi entregue a uma Instituição onde, casualmente, recebia visitas regulares de Yena que ajudava as crianças com brinquedos, roupas e comida. Um dia, longe de imaginar o que ia encontrar, entrou na Instituição sozinha e saiu com uma criança agarrada às suas pernas. Com um ar assustado e perdido, Francisco só com o olhar apelou pelo carinho daquela jovem. E assim foi. Ficaram juntos até ele completar seis anos.

Mais uma vez fruto do acaso, um dia o governo espanhol decidiu que Yena não reunia as condições para criar Francisco.

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Solução? Retirar a criança à mãe adotiva que nunca o foi de facto porque não a deixaram. Mais do que chorar com a ausência, Yena preocupou-se em explicar ao "filho" que não o estava a abandonar e que estaria sempre com ele em pensamento. Explicou-lhe que o iam tirar à força mas que se fugissem ia ser bem pior. Desde esse dia, nunca mais se encontraram.

"Toda a minha vida pensei: Será que ele ainda se lembra de mim? Será que acha que o abandonei?". A resposta é negativa. Francisco nunca se esqueceu da "mãe". Ao perceber o que Yena fez para o encontrar ficou tão "feliz" que resolveu levar os pais adotivos para a conhecer. Juntos recordaram todo o percurso de Francisco, através de fotografias e lembranças. E prometeram não mais se perderem. Mas para Yena o mais importante é mesmo ter o número de telefone "para ligar nos anos é que nas últimas décadas queria tanto fazê-lo e não podia". Agora já pode!