Ontem de manhã, domingo, dia 1 de Março, próximo do local onde Boris Nemtsov foi assassinado, algumas pessoas depositaram flores e acenderam velas, em memória do homem que, nos últimos anos, liderou a oposição a Vladimir Putin. A morte de Nemtsov também já foi lamentada por vários líderes mundiais e pelo próprio Putin, que garantiu querer controlar e supervisionar a investigação que já está a decorrer, e pelo Presidente Ucraniano Petro Poroshenko que prestou a sua homenagem a Boris, através de uma mensagem enviado no Twitter. Boris Nemtsov, de 55 anos, foi morto na sexta-feira passada em pleno centro de Moscovo, numa ponte não muito longe do Kremlin.

Foram disparados quatro tiros, por um ou mais homens que passavam a ponte dentro de um carro.

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Atingiram o alvo pelas costas e Boris Nemtsov teve morte imediata. Poucas horas antes tinha dado uma entrevista para a rádio, onde apelava ao fim da ingerência russa no conflito ucraniano e pedia à população que participasse em massa numa manifestação marcada para domingo, em protesto contra a política de Vladimir Putin. Numa outra entrevista dada há algumas semanas, Boris Nemtsov tinha dito que receava pela própria vida porque se opunha ao envio das tropas russas para a Ucrânia bem como à anexação da Crimeia.

O advogado de Nemtson diz que o líder da oposição recebeu várias ameaças de morte, sobretudo através das redes sociais mas que, para já, é impossível perceber de quem ao certo. Este promete continuar a investigar para que "a culpa não morra solteira" e seja feita justiça. Na opinião de Mikhail Kasyanov, também líder da oposição, o assassinato de Nemtson deveu-se a razões políticas, e frisa que a Rússia não deverá jamais esquecer a luta que travou para que o país fosse mais livre e democrático.

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Entre os vários cargos políticos ocupados por Boris Nemtson, estão os de vice primeiro-ministro, sob a presidência de Boris Yeltsin no final dos anos noventa, foi governador de uma das mais importantes regiões do centro do país e deputado. Deixou o parlamento em 2003 para se concentrar apenas na liderança da oposição do atual governo.